Governo apoia Arthur Lira, mas manterá cargos de aliados de Baleia Rossi

Natália Portinari
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Câmara dos Deputados/Divulgação

BRASILIA - A participação ou independência em relação ao governo tem servido de munição para troca de ataques entre os dois principais candidatos à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP): de um lado, o emedebista acusa o rival, que tem o apoio do Planalto, de representar uma candidatura subserviente ao presidente Jair Bolsonaro; do outro, o líder do PP diz ver hipocrisia do adversário, porque seu grupo também tem partidos com indicados na administração federal. Levantamento do GLOBO mostra que os dois blocos controlam cargos no governo em proporção parecida, com apadrinhados em secretarias, autarquias e diretorias do Poder Executivo.

Embora Bolsonaro apoie Lira, o Planalto decidiu não retirar cargos de aliados de Baleia por causa do antagonismo na eleição na Câmara. A ideia da Secretaria de Governo, responsável pelas nomeações, é não desagradar a possíveis eleitores. Como o voto é secreto, o governo conta que vários deputados de siglas alinhadas com o candidato do MDB traiam suas legendas na votação.

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