Coronavírus: governo avalia suspensão temporária de contratos de trabalho para evitar demissões

Manoel Ventura
O ministro da Economia, Paulo Guedes

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia permitir a suspensão temporária dos contratos de trabalho dos setores mais atingidos pela crise causada pelo novo coronavírus, segundo fontes que acompanham as discussões.

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A medida seria tomada para evitar demissões em massa. A suspensão do contrato poderia valer três ou quatro meses. Setores como aéreo, bares, restaurantes e cinemas seriam beneficiados com a medida.

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A intenção do governo é pagar, durante o período de suspensão do contrato do trabalho, o equivalente ao seguro desemprego. A suspensão do contrato de trabalho dá um alívio às empresas durante a crise, além de garantir a manutenção de empregos.

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Por isso, essa medida atingiria trabalhadores com carteira assinada. Os técnicos da Economia já fazem as contas do custo da ação.

Pelos cálculos iniciais, a suspensão do contrato de trabalho poderia atingir cerca de 6 milhões de trabalhadores, com um custo de cerca de R$ 18 bilhões a R$ 24 bilhões.

Para os trabalhadores informais, o Ministério da Economia deve propor a concessão um voucher com valor próximo ao pago pelo Bolsa Família. A concessão direta deverá ter o custo de R$ 5 bilhões por mês, pelo prazo de três meses, levando o total da investida a R$ 15 bilhões.

Em coletiva no Palácio do Planalto, o ministro indicou que o auxílio será de R$ 200 por beneficiário. Ele também afirmou que o governo seguirá anunciando novas medidas à medida que problemas econômicos forem identificados.

Nesse sentido, adiantou que o governo irá renegociar as dívidas das companhias aéreas e que estuda como o Estado pode bancar uma parte do salário para os empregados de micro e pequenas empresas.

MAIS UM MINISTRO COM COVID-19

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi diagnosticado com o novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento na televisão nesta tarde.

Bento Albuquerque integrou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem aos EUA, na semana passada. Ele fez um primeiro teste, com resultado negativo, e realizou um novo exame na terça-feira (17).

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, também testou positivo para o novo coronavírus. O exame foi realizado na terça-feira, no departamento médico do Palácio do Planalto, e divulgado nesta quarta-feira pelo próprio ministro em redes sociais. Na semana passada, um primeiro exame havia dado negativo. Por ter 72 anos, ele faz parte do grupo de risco.