Governo Biden apoia repatriação de jihadistas estrangeiros, diz diplomata

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(ARQUIVO) Jeffrey DeLaurentis, atual embaixador em exercício dos EUA para assuntos políticos especiais, em Nova York, em 19 de setembro de 2016

O governo do presidente Joe Biden acredita que os países deveriam repatriar jihadistas estrangeiros e suas famílias a seus locais de origem para conter a ameaça do grupo extremista Estado Islâmico (EI), disse nesta quarta-feira (10) um diplomata dos Estados Unidos à ONU.

"A ameaça global do EI aumentará se a comunidade internacional não repatriar seus cidadãos", afirmou Jeffrey DeLaurentis, embaixador em exercício dos EUA para assuntos políticos especiais.

A administração do ex-presidente Donald Trump também apoiou o repatriamento de combatentes que foram lutar no exterior, principalmente na Síria e no Iraque.

Vários países europeus, incluindo a França, se recusam a repatriar adultos, por considerarem que eles devem ser julgados nos países onde são acusados de cometer crimes. Só aceitam o retorno de seus filhos, em alguns casos.

"Além de ser a melhor opção do ponto de vista da segurança, a repatriação também é simplesmente a coisa certa a se fazer", alegou DeLaurentis durante uma videoconferência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a ameaça do terrorismo.

“Estima-se que 90% das crianças nos campos têm menos de 12 anos e 50% têm menos de cinco anos”, disse ele.

DeLaurentis também acrescentou que há dezenas de milhares de supostos combatentes terroristas estrangeiros em zonas de conflito.

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