Governo Biden freia plano para forçar TikTok a vender ativos nos EUA

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(Arquivo) A empresa chinesa TikTok

A gestão de Joe Biden suspendeu o plano para forçar o TikTok a vender seus ativos americanos, enquanto avalia os supostos riscos de segurança do popular aplicativo chinês, segundo informou o jornal The Wall Street Journal nesta quarta-feira (10).

Citando fontes não identificadas, o jornal americano informou que o novo governo arquivou indefinidamente o plano para exigir a venda do TikTok, propriedade da empresa chinesa ByteDance, ao gigante tecnológico americano Oracle, com Walmart como sócio de varejo.

"Não é verdade sugerir que haja (neste caso) um novo passo" dado pelo governo Biden, respondeu Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, em entrevista coletiva. "Se tivermos anúncios para fazer, os faremos", acrescentou.

Psaki confirmou, conforme relatado pelo The Wall Street Journal, que o governo Biden está revisando os esforços do ex-presidente Donald Trump para lidar com os alegados riscos à segurança nacional representados por empresas de tecnologia chinesas, incluindo a coleta de dados de usuários americanos.

"É uma revisão geral que vai além do TikTok, é claro", disse a porta-voz.

Nesse contexto, o governo Biden pediu aos tribunais norte-americanos que suspendessem a análise de um recurso apresentado no final de dezembro pela administração anterior neste extenso processo, de acordo com documentos judiciais consultados pela AFP.

A iniciativa do ex-presidente Donald Trump foi impulsionada pelas preocupações de que o TikTok e outros serviços online chineses representam riscos de segurança devido aos seus vínculos com o governo de Pequim.

No entanto, segundo o jornal, o novo governo está revisando a segurança dos dados e a informação coletada pelo TikTok sobre os usuários americanos, com a preocupação de que sejam acessados pelo governo chinês, mas não haverá um movimento iminente para forçar a venda.

Não houve confirmação imediata das informações por parte das autoridades americanas ou das empresas.

A medida do governo de Trump para proibir os downloads do TikTok ficou bloqueada por questões legais.

TikTok, o aplicativo com uma estimativa de 100 milhões de usuários no país, se defendeu repetidamente contra as acusações sobre transferência de informação ao governo chinês, afirmando que armazena informação dos usuários em servidores nos Estados Unidos e Singapura.

Um acordo provisório revelado pelo governo anterior transformaria o gigante do Vale do Silício, Oracle, no sócio tecnológico do TikTok e em uma nova entidade que receberia o nome de TikTok Global.

A AFP tentou ampliar as informações com o Departamento do Tesouro, os responsáveis pelo Comércio, TikTok e Oracle, mas nenhum dos contatados respondeu imediatamente. O Walmart não quis comentar.

Estão em andamento as negociações entre a ByteDance, a empresa-mãe chinesa do TiktTok, e as autoridades americanas, informa o Wall Street Journal.

As conversas se concentram na segurança de dados e em como evitar que as informações dos usuários do TikTok dos EUA sejam disponibilizadas ao governo chinês.

Qualquer acordo será diferente da solução prevista em setembro pelo governo Trump, disseram as fontes ao WSJ.

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