Governo Biden reintegrará EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

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Presidente dos EUA, Joe Biden, em Maryland

WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reintegrará o país ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas três anos depois de o ex-presidente Donald Trump o desligar da entidade devido ao que sua gestão classificou como um viés contra Israel e a falta de uma reforma.

O secretário de Estado, Antony Blinken, anunciará nesta segunda-feira que os EUA voltarão ao conselho sediado em Genebra como observadores, disse uma autoridade graduada do Departamento de Estado no domingo.

"Pretendemos fazê-lo sabendo que a maneira mais eficiente para reformar e melhorar o Conselho é se envolver com ele obedecendo princípios", disse a autoridade.

"Sabemos que o Conselho tem o potencial de ser um fórum importante para aqueles que combatem a tirania e a injustiça em todo o mundo. Ao estar presentes na mesa, buscamos reformá-lo e fazer com que ele esteja à altura deste potencial", disse o funcionário.

O plano foi noticiado primeiro pela Associated Press.

Trump, republicano cuja pauta "A América Primeiro" contribuiu para sua decisão de desligar os EUA de várias organizações e acordos internacionais, retirou seu país do Conselho de Direitos Humanos em 2018.

Os 193 membros da Assembleia-Geral das Nações Unidas devem eleger novos integrantes no final deste ano. Os membros são eleitos por três anos e não podem cumprir mais de dois mandatos consecutivos. Os candidatos são eleitos em votações secretas de grupos geográficos para garantir uma representação igualitária.

(Por Humeyra Pamuk)