Governo Bolsonaro autoriza uso da Força Nacional na posse de Lula

***ARQUIVO*** BRASILIA, DF, 30.05.2019: O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASILIA, DF, 30.05.2019: O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro autorizou, em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28), o uso da Força Nacional na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A portaria prevê que a Força Nacional atue em apoio à PRF (Polícia Rodoviária Federal) "nas atividades de escoltas, por ocasião da Operação Posse Presidencial 2023, em caráter episódico e planejado, no período de 27 de dezembro de 2022 a 2 de janeiro de 2023".

A Força Nacional é composta por agentes de segurança pública dos estados -como policiais militares, bombeiros militares e policiais civis- que atuam para a União em ocasiões específicas.

Segundo a portaria do Ministério da Justiça, o uso da Força terá o apoio logístico da PRF.

Para a posse de Lula, está previsto o uso de 8.000 agentes de segurança, incluindo policiais e militares. A ideia da equipe do presidente diplomado é trabalhar com o uso proporcional da força do estado, ou seja, quanto maior o risco, maior as camadas de proteção que serão colocadas em prática.

Nesta terça (27), nos preparativos para a posse de Lula, houve um ensaio da cerimônia. Militares e servidores cumpriram as etapas das cerimônias previstas para o dia 1º no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. Há previsão de um último ensaio geral na sexta-feira (30).

A equipe do presidente eleito pediu ao governo federal e ao do Distrito Federal o fechamento de toda a Esplanada dos Ministérios a partir da próxima sexta-feira (30) para realizar rastreamento de explosivos e fazer a preparação do esquema de segurança para a posse, no dia 1º de janeiro.

O pedido de fechamento da Esplanada foi confirmado pelo futuro ministro da Justiça, Flávio Dino.

Segundo a Folha de S.Paulo apurou, o rastreamento dos explosivos faz parte de uma série de medidas adotadas pelo governo eleito para evitar incidentes durante a posse do petista.