Governo Bolsonaro doará 30 milhões de vacinas contra Covid a outros países

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 16.06.2021 - A Prefeitura de São Paulo inicia hoje a vacinação de quem tem 56 anos ou mais. A previsão e que comece também a vacinação de quem tem 50 anos, como prevê o calendário do estado de SP. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 16.06.2021 - A Prefeitura de São Paulo inicia hoje a vacinação de quem tem 56 anos ou mais. A previsão e que comece também a vacinação de quem tem 50 anos, como prevê o calendário do estado de SP. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro (PL) vai doar 30 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para o Covax Facility, consórcio criado para distribuir os imunizantes aos países de renda baixa e média. O anúncio deve ser feito na segunda-feira (20). 

A doação é consequência de um compromisso assumido pelo governo federal ainda em outubro deste ano, após a Cúpula do G20. Os países que assinaram a destinação se comprometeram em ser solidários com os países mais pobres, onde a vacinação ainda não avançou o suficiente. 

De acordo com estimativas da Saúde, a doação não deve afetar a distribuição de vacinas entre brasileiros — o país receberá 770 milhões de doses até o fim de 2022, se calculado desde a primeira aplicação do imunizante em território nacional. O governo ainda acredita que a campanha de imunização já pode ser considerada exitosa. 

Rivalizando com países dispostos a pagar valores elevados pelos fármacos, o Covax Facility entregou apenas 738 milhões de doses a 144 países ou territórios, abaixo da meta de 2 bilhões estabelecida para 2021. 

Hoje, metade da população mundial recebeu ao menos uma dose da vacina. Mas, enquanto países ricos e emergentes já aplicam doses de reforço, nações mais pobres registram baixas taxas de imunização. 

A desigualdade é um dos principais problemas da campanha, afetada também por controvérsias sobre os efeitos colaterais, que são raros, e por protestos contra a vacinação obrigatória em alguns países. 

Além das questões morais e humanitárias implicadas no acesso desigual à vacinação, ela tem potencial de adiar o fim da pandemia no mundo, com o risco de surgirem novas variantes mais resistentes. Isso ocorre uma vez que o vírus circula mais entre não imunizados. 

A concentração das doses em países ricos chegou a ser chamada de "apartheid vacinal" e "fracasso moral" pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

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