Governo Bolsonaro ignora alerta sobre risco de incêndio e desabamento em centro audiovisual

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  02-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 02-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro foi informado em agosto deste ano sobre o risco de incêndio e desabamento da estrutura e a necessidade de “isolamento imediato” da sede do Centro Técnico Audiovisual (CTAV) —mas, até agora, nada foi feito. Vinculado à Secretaria do Audiovisual, ele reúne mais de seis mil títulos, fotos e documentos do cinema nacional.

Um estudo técnico encomendado pelo próprio CTAV sobre problemas estruturais em seu espaço, no Rio de Janeiro, foi enviado ao Ministério do Turismo, que precisa liberar as verbas.

O laudo aponta como aspectos preocupantes o “desaprumo de telhas na fachada frontal” da sede “podendo cair a qualquer momento”, e a precariedade das instalações elétricas. O documento cita ainda o risco de incêndio por causa de possível curto-circuito e por materiais inflamáveis depositados no espaço. E ressalta que a unidade “não conta com sistema de incêndio”.

Servidores temem que aconteça com a sede do CTAV o mesmo que ocorreu com outros órgãos federais da Cultura. Eles citam a interdição por tempo indeterminado do prédio que abrigava o Centro de Documentação e Pesquisa da Funarte, no Rio, devido às suas condições físicas, e o incêndio que atingiu depósito da Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Criado em 1985, o CTAV promove o desenvolvimento do setor no Brasil. Faz também empréstimos de cópias de filmes, equipamentos e estúdios. O Ministério do Turismo e a Secretaria da Cultura não responderam se há previsão para as reformas.

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