Governo Bolsonaro quer gastar R$ 250 milhões para distribuir “kit covid” de graça

Redação Notícias
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Brazil's President Jair Bolsonaro holds a box of chloroquine outside of the Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil, July 23, 2020.REUTERS/Adriano Machado     TPX IMAGES OF THE DAY
Brazil's President Jair Bolsonaro holds a box of chloroquine outside of the Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil, July 23, 2020.REUTERS/Adriano Machado TPX IMAGES OF THE DAY

O Ministério da Saúde planeja gastar até R$ 250 milhões para oferecer hidroxicloroquina e azitromicina no programa Farmácia Popular, segundo estudo da pasta revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. As farmácias conveniadas serão reembolsadas pela distribuição gratuita dos medicamentos do chamado “kit covid”.

Embora não haja comprovação científica da eficácia dessas drogas contra o novo coronavírus, elas se tornaram a aposta do governo Jair Bolsonaro para enfrentar a pandemia.

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O governo federal tem mais de 2,5 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina encalhados nos estoques, mas esses produtos não fazem parte do kit que poderá ser distribuído gratuitamente.

O programa Farmácia Popular prevê a distribuição de medicamentos gratuitos ou a venda com 90% de desconto em estabelecimentos conveniados, que depois são reembolsados pelo governo federal pelo valor que adquiriram os produtos.

Segundo a proposta do Ministério da Saúde, será preciso prescrição médica para retirar o “kit covid”.

Na tabela definida pelo governo, cada caixa com dez comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina 400 mg custa R$ 25. O medicamento é indicado para artrite reumatoide, lúpus e malária. Já dez comprimidos do antibiótico azitromicina 500 mg valem R$ 35.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro aumentou a produção de cloroquina no Laboratório do Exército, que fez mais de 3,2 milhões de comprimidos, sendo que havia mais de 400 mil unidades em estoque em novembro.

O Brasil também recebeu cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina do presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, e da farmacêutica Sandoz, mas ainda não conseguiu distribuir nem 500 mil unidades. Além da baixa procura, o medicamento foi enviado em caixas com 100 ou 500 comprimidos e precisa ser fracionado - com custo repassado a estados e municípios.