Governo Bolsonaro recusou vacinas do Covax mesmo com possibilidade de reembolso

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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during the announcement of sponsorship of olympic sports team by the state bank Caixa Economica Federal at Planalto Palace on June 1, 2021. - Brazil's President Jair Bolsonaro said on Tuesday that, if it depends on his government, his country will host the 2021 Copa America, in a bid to reduce uncertainty over the hosting of the world's oldest national team tournament. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during the announcement of sponsorship of olympic sports team by the state bank Caixa Economica Federal at Planalto Palace on June 1, 2021. - Brazil's President Jair Bolsonaro said on Tuesday that, if it depends on his government, his country will host the 2021 Copa America, in a bid to reduce uncertainty over the hosting of the world's oldest national team tournament. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • O governo Bolsonaro deixou de comprar mais vacinas contra a Covid-19 do Covax

  • Documento entregue à CPI da Covid revela que o Brasil poderia ser ressarcido caso desistisse de negociar uma oferta maior de imunizantes

  • O Ministério da Saúde optou por comprar vacinas para 10% da população em vez de doses suficientes para metade dos brasileiros

O governo Bolsonaro deixou de comprar mais vacinas contra o coronavírus do consórcio internacional Covax Facility, da OMS (Organização Mundial da Saúde), mesmo sabendo que haveria reembolso em caso de desistência, revela documento entregue à CPI da Covid obtido pela TV Globo.

Segundo reportagem da emissora, o Brasil fechou contrato com o consórcio em setembro do ano passado, com duas opções de compra: 42 milhões de doses, suficientes para vacinar 10% da população, ou doses para 50% da população. O governo escolheu a opção com oferta menor.

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O contrato foi tema dos depoimentos do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, responsável pela compra. Pazuello disse que escolheu o pacote menor para não comprometer recursos federais, já que o pagamento foi feito antes da entrega das vacinas.

Um novo documento entregue à CPI desmente o argumento de Pazuello. Correspondência trocada entre o Itamaraty e a embaixada do Brasil na ONU e revela que, em julho do ano passado, a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi) informou ao governo brasileiro que o país seria ressarcido caso desistisse de comprar as vacinas do consórcio.

No documento obtido pela TV Globo, os diplomatas brasileiros disseram: "No pior cenário possível, em que não se chegue à vacina em prazo razoável, ou caso os países decidam retirar seus recursos para investir em outras soluções, a Gavi informou que seria possível, a princípio, haver a devolução do montante, após o pagamento de valores reservados".

Mesmo assim, segundo os documentos, o Brasil optou por encomendar a quantidade mínima prevista pelo consórcio. Os senadores da CPI consideram que agora ficou claro que o governo tomou a decisão de comprar o menor pacote do Covax Facility mesmo sabendo que receberia o dinheiro de volta se fosse necessário.

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