Governo Bolsonaro tem 42% de reprovação e 31% de aprovação, segundo Datafolha

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a abertura do salão internacional de avicultura e suinocultura de São Paulo, no Anhembi. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a abertura do salão internacional de avicultura e suinocultura de São Paulo, no Anhembi. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio à campanha eleitoral, a avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) está em tendência de alta. Pesquisa do Datafolha feita de terça (30) até esta quinta-feira (1º) aponta que 31% da população considera seu governo ótimo ou bom, ante 42% que o avaliam como ruim ou péssimo.

Há duas semanas, o placar estava em 30% a 43%. A taxa dos que classificam a gestão como regular estava em 26% e agora foi a 27%.

O índice positivo oscilou dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Porém, olhando o histórico recente das pesquisas Datafolha, é possível notar uma sinalização de alta.

Em junho, a taxa de ótimo/bom era de 26%, e em maio, de 25%.

O Datafolha ouviu nesta rodada 5.734 eleitores, em 285 municípios de todo o país. O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, foi registrado sob o número BR-00433/2022 no TSE. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Numericamente, esse é o mais alto índice do presidente desde janeiro de 2021. O teto de ruim/péssimo, de 53%, ocorreu nas pesquisas de setembro e de dezembro do ano passado.

As circunstâncias ocorrem em meio a uma ação mais intensa de divulgação pelo presidente de medidas de seu mandato na disputa eleitoral. O horário eleitoral na TV começou há uma semana, e Bolsonaro intensificou atos de campanha pelos estados.

Na disputa presidencial, o candidato à reeleição está em segundo lugar, 13 pontos percentuais atrás do líder, Lula (PT).

Os aliados do governo apostam em efeito sobre a popularidade de benefícios sociais aprovados pelo Congresso em julho. Esse pacote incluía um aumento no Auxílio Brasil e o pagamento de vale mensal a caminhoneiros e taxistas.

Bolsonaristas contam ainda com as consequências da redução no preço dos combustíveis. Nesta quinta, o presidente comemorou em rede social nova queda.

Além do recuo no valor global do petróleo, há consequências no preço final da diminuição nos tributos sobre a gasolina e diesel aprovada pelo Congresso em junho.

Em agosto, o IPCA-15 teve a maior baixa da série histórica, iniciada em 1991.

Os outros três presidentes que disputaram a reeleição tinham taxas mais altas de aprovação a essa altura do mandato. Fernando Henrique Cardoso, em 1998, era aprovado por 43%. Lula tinha 48% em 2006, e Dilma Rousseff, 36% em 2014.