Governo brasileiro parabeniza socialista Luis Arce por vitória eleitoral na Bolívia

Por Eduardo Simões
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Presidente eleito da Bolívia Luis Arce durante entrevista à Reuters em La Paz
Presidente eleito da Bolívia Luis Arce durante entrevista à Reuters em La Paz

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério das Relações Exteriores parabenizou no final da noite de sexta-feira o socialista Luis Arce por sua vitória na eleição presidencial da Bolívia, realizada no último domingo, e afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro está disposto a trabalhar com as novas autoridades bolivianas.

Arce venceu a eleição de domingo já no primeiro turno. Na segunda-feira, Carlos Mesa, que ficou com a segunda posição, reconheceu a vitória de Arce, que é do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales. Também na segunda, a Organização dos Estados Americanos (OEA), que atuou como observadora no pleito, também apontou a vitória do socialista.

A apuração oficial, entretanto, foi concluída somente na sexta e apontou vitória em primeiro turno de Arce com 55,1% dos votos.

"O governo brasileiro felicita os senhores Luis Alberto Arce Catacora e David Choquehuanca por sua eleição à Presidência e Vice-Presidência do Estado Plurinacional da Bolívia e saúda o povo e o governo bolivianos pela realização do processo eleitoral em clima de tranquilidade e harmonia, para cujo êxito contribuiu a atuação independente do Tribunal Supremo Eleitoral na contagem oficial dos votos, bem como a atitude democrática e construtiva do governo da presidente Jeanine Áñez", afirma a nota do Itamaraty.

"O governo brasileiro afirma sua disposição de trabalhar com as novas autoridades bolivianas com vistas à implementação de iniciativas de interesse comum e no âmbito dos laços de amizade, vizinhança e de cooperação que unem os dois países e seus povos."

A vitória de Arce representa a volta do MAS ao poder na Bolívia, depois de Morales, que governou o país por quase 14 anos, deixar o país no ano passado em meio a pressões e a protestos por causa da contestação de uma eleição que ele afirma ter vencido, mas críticos apontam que houve fraude. Morales afirma ter sido vítima de um golpe da direita.