Governo britânico pede respeito às regras do confinamento

·2 minuto de leitura
Mulher de máscara cruza ponte do Milênio, em 12 de janeiro de 2021, no centro de Londres

O governo de Boris Johnson pediu aos britânicos, nesta terça-feira (12), que respeitem as regras de confinamento, ante a atitude de quem se reúne em grupos ou não usa máscara em locais fechados.

"Minha mensagem hoje para quem se recusa a fazer a coisa certa é simples: se não fizerem sua parte, nossos policiais, que estão por aí arriscando suas próprias vidas todos os dias para nos manter seguros, farão cumprir os regulamentos e eu os apoiarei", disse o ministro do Interior, Priti Patel, em uma entrevista coletiva televisionada.

País mais castigado da Europa pelo coronavírus, o Reino Unido registrou 1.243 novas mortes na terça-feira - após o recorde de 1.325 óbitos, registrado na sexta-feira - somando mais de 83.200 mortes confirmadas.

Com 3,1 milhões de casos positivos (45.533 nas últimas 24 horas), o país enfrenta uma onda descontrolada de infecções desde a descoberta em dezembro de uma nova cepa aparentemente muito mais contagiosa e vive atualmente seu terceiro confinamento total.

Mas “uma pequena minoria de pessoas não respeita as regras e isso custa vidas”, lamentou o secretário de Estado da Segurança Pública, Kit Malthouse, em declarações ao canal Sky News.

Ele disse, ainda, que o Executivo está considerando adotar medidas mais rígidas, se a situação não melhorar.

A polícia prometeu agir mais rapidamente contra os infratores. "Mas não quero que as pessoas pensem que se trata de uma espécie de força ditatorial", disse a chefe da Scotland Yard, Cressida Dick, em entrevista à rede BBC.

A associação de comerciantes British Retail Consortium pediu ajuda à polícia para fazer cumprir o uso da máscara obrigatória, mas Malthouse explicou que não é função das forças de segurança intervir nos supermercados.

Na segunda-feira, a grande rede de supermercados Morrisons anunciou que não permitirá que nenhum cliente entre sem máscara, a menos que demonstre uma isenção por motivos médicos.

Apesar da disparada no número de casos, no Reino Unido continua não sendo obrigatório usar máscara ao ar livre, e muitos britânicos se opõem a esta medida.

O próprio Johnson se viu no centro de uma polêmica por um passeio de bicicleta que o levou a 11 quilômetros de Downing Street no domingo.

A determinação oficial é sair de casa apenas por motivos essenciais, como fazer compras, ou fazer exercícios "localmente".

O termo "local está aberto à interpretação", justificou Malthouse.

"Se você consegue sair sozinho, sem interagir com ninguém, se você está realmente fazendo exercício (...) faz todo sentido para mim", afirmou Dick.

Em um dia excepcionalmente ensolarado, os parques de Londres ficaram lotados no último sábado, com pessoas reunidas em grupos. Hoje, segundo as regras anunciadas pelo governo, é permitido se encontrar com apenas uma pessoa em espaço aberto e com a obrigação de manter dois metros de distância uma da outra.

mpa-acc/zm/tt/ap/mvv