Governo capta US$ 3,5 bi em primeira emissão externa do ano

Manoel Ventura
Sede do Ministério da Economia, em Brasília

BRASÍLIA — O Tesouro Nacional captou US$ 3,5 bilhões de investidores internacionais com as menores taxas de juros da História. O dinheiro veio da emissão, feita nesta quarta-feria, de US$ 1,25 bilhão em títulos da dívida externa com vencimento de 2025. E de US$ 2,25 bilhões em títulos da dívida externa com vencimento em 2030.

A taxa obtida na emissão dos papéis de cinco anos, com vencimento em 2025, somou 2,875% ao ano. Esse foi o menor juro da História para esse tipo de título, segundo dados do Tesouro Nacional.

Para os papéis de 10 anos, com vencimento em 2030, a taxa totalizou 3,875% ao ano, também o menor juro para essa categoria de título da História.

Técnicos do Tesouro consideraram a emissão um sucesso, com forte demanda por parte dos investidores.

Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros.

A emissão em dólar nesta quarta-feira marca a volta do Brasil ao mercado de títulos do exterior. A última emissão externa do Tesouro foi feita em novembro de 2019.

A última vez que o Brasil tomou emprestado no mercado internacional foi em novembro de 2019, quando vendeu US$ 500 milhões em títulos denominados em dólares de 10 anos e US$ 2,5 bilhões em dívida de 30 anos.

O país está precisando reforçar o caixa, por conta das despesas extras geradas pela pandemia do coronavírus.

Nas últimas semanas, o Tesouro tinha evitado ir ao mercado, por conta das fortes oscilações, que obrigam o governo a vender títulos de curto prazo, que são mais caros.