Governo de Castillo enfrenta primeiro teste no Congresso peruano na quinta-feira

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O então candidato presidencial Pedro Castillo discursa em Cusco, no Peru, 25 de junho de 2021
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Os ministros do presidente Pedro Castillo se apresentarão nesta quinta-feira (26) ao Congresso peruano para pedir um voto de confiança, no primeiro teste do novo governo de esquerda após cinco anos de uma crise política entre Executivo e Legislativo.

As disputas entre o governo, que assumiu o poder há quase um mês, e a oposição de direita, que controla o Congresso, já custaram o cargo do chanceler Héctor Béjar. Os adversários de Castillo esperam outras mudanças em seu novo gabinete de 19 membros, mas o presidente se recusa a fazê-las.

A Constituição determina que os ministros devem receber o voto de confiança do Congresso em um prazo máximo de 30 dias após sua nomeação. Se o Parlamento o recusar, Castillo terá que nomear outro primeiro-ministro, em substituição ao engenheiro de esquerda Guido Bellido, e reformar o gabinete.

As tensões da campanha eleitoral e as polêmicas sobre a formação do gabinete afetaram a economia peruana, fazendo com que o dólar subisse e a bolsa caísse em um ambiente de incertezas.

A sessão do Congresso unicameral, presidida pela opositora María del Carmen Alva, deve começar por volta das 9h, hora local, com uma exposição de Bellido. Então, os 130 parlamentares podem sabatiná-lo e a todos os ministros.

Os legisladores, então, iniciarão um debate antes de votar se concederão ou não um voto de confiança ao gabinete e a sessão pode se arrastar por longas horas. Não há previsões de qual poderia ser a decisão final.

Caso não obtenham a confiança do Parlamento, dentro de um mês, os novos ministros devem se apresentar ao Congresso novamente, o que prolongaria a incerteza.

Se os legisladores negarem o voto de confiança ao governo duas vezes, a Constituição autoriza o presidente a dissolver o Congresso e convocar novas eleições parlamentares.

Foi o que aconteceu há dois anos, quando o então presidente Martín Vizcarra dissolveu o Congresso e convocou novas eleições em janeiro de 2020. No entanto, os novos legisladores o destituíram em um impeachment relâmpago em novembro de 2020, que levou o Peru a ter três presidentes em cinco dias.

O economista independente Jorge González Izquierdo disse à AFP que espera que nesta quinta-feira o governo "diga ao Peru o que planeja fazer conosco nos próximos 12, 24 e 36 meses, pelo menos".

“Isso é fundamental se [Castillo] quiser reduzir a incerteza” que afeta a economia, disse o economista e ex-ministro do Trabalho.

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