Governo cubano nega autorização para realização de marcha pacífica

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ro-government demonstrators hold signs outside the Municipal Assembly headquarters in Old Havana, on October 12, 2021. Cuban actor and playwright Yunior Garcia Aguilera received a negative response from authorities to his request for a peaceful march in Havana next November 15. / AFP / YAMIL LAGE
Manifestantes pró-governo cubano se manfestam em apoio a decisão de barrar manifestações. Foto: AFP / YAMIL LAGE
  • Atos aconteceriam no dia 15 de novembro

  • Organizadores pediam por liberdade e fim da violência

  • Governo diz que não autoriza 'provocação'

O governo de Cuba negou nesta terça-feira (12) uma autorização para que seja realizada uma manifestação pacífica de oposição no dia 15 de novembro. Esta é a primeira vez que organizadores pedem permissão para realizar um ato.

Organizados pela plataforma Archipélago, fundada pelo dramaturgo Yunior García após os protestos do dia 11 de julho, os atos deveriam ocorrer em diferentes cidades e vilarejos da ilha. O objetivo é pedir “a libertação de todos os presos políticos, o fim da violência, o respeito a todos os direitos de todos os cubanos e a solução das diferenças por vias democráticas e pacíficas”.

Inicialmente, as manifestações deveriam ocorrer no dia 20 de novembro, porém o governo anunciou exercícios militares para os dias 18 e 20 deste mês, sem citar as manifestações da oposição. Com isso, o Archipélago interpretou a movimentação do governo como uma mensagem indireta e “uma ameaça” e alterou a data para o dia 15.

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Agora, o Executivo informou que não reconhece a “legitimidade nas razões apontadas para a marcha”, que considera uma “provocação” com “fins desestabilizadores”.

O grupo de ativistas, incluindo Yunior García, enviaram cartas a diversos governos municipais pedindo autorização para realizar os atos no dia 15 de novembro, evocando o artigo 56 da Constituição cubana, que garante o direito à reunião, manifestação e associação com fins lícitos e pacíficos.

A série de passeatas, batizadas de Marcha pacífica pela mudança, se colocam como continuação das manifestações de julho, que movimentaram milhares de pessoas em Cuba e nos Estados Unidos.

“Fica claro com esta resposta que o Governo não está disposto a manter nenhum tipo de diálogo civilizado nem a abrir espaços políticos aos cidadãos”, disse García após receber a notificação do prefeito de Havana Velha, Alexis Acosta, proibindo a marcha.

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