Governo de SP deseja melhoras a Bolsonaro, mas relembra que cloroquina não tem eficácia atestada

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Autoridades de saúde desejaram melhoras ao presidente, mas relembraram da falta de comprovação no uso da cloroquina. (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação/Flickr)
Autoridades de saúde desejaram melhoras ao presidente, mas relembraram da falta de comprovação no uso da cloroquina. (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação/Flickr)

Autoridades de Saúde do governo de São Paulo manifestaram melhoras ao presidente Jair Bolsonaro diante da confirmação da infecção pelo novo coronavírus, mas fizeram questão de relembrar que não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina no combate precoce à Covid-19.

O anúncio do resultado positivo foi feito pelo próprio Bolsonaro, em entrevista restrita a três veículos de comunicação no Palácio da Alvorada, em Brasília, na qual alegou ter sentido mal estar, cansaço, um pouco de dor muscular e febre de 38ºC durante a segunda-feira.

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Um exame feito no HFA (Hospital das Forças Armadas) confirmou o diagnóstico do novo coronavírus. Bolsonaro disse aos repórteres que tomou duas doses da medicação hidroxicloroquina combinada com azitromicina, e que teria sentido uma leve melhora durante a madrugada.

“Gostaríamos que desejar que o presidente seja um dos 86% das pessoas que têm Covid-19 e que apresentam sintomas leves. E que ele possa o mais rápido possível se recuperar e exercer suas atividades normalmente”, desejou João Gabbardo, coordenador do Comitê de Combate ao Coronavírus no estado.

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Já o epidemiologista Paulo Menezes, coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, ressaltou que não há, até agora, nenhuma evidência da eficácia dos dois medicamentos citados por Bolsonaro no combate ao novo coronavírus.

“Já colocamos aqui por diversas vezes que não há nenhuma evidência internacional de efetividade no uso da cloroquina, especialmente em casos de Covid mais leves. No entanto, a Secretaria de São Paulo em acordo com os municípios tem se posicionado que é possível a prescrição a critério do médico e do paciente”.

OMS DESEJA MELHORAS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) também desejou melhoras ao presidente. Durante a coletiva da OMS, o diretor-executivo, Michael Ryan, foi questionado sobre Bolsonaro e o exemplo dado por ele aos brasileiros. “Nós desejamos o melhor. Que ele se recupere rápida e totalmente dessa doença”, afirmou Ryan.

“Vários líderes tiveram a mesma experiência. Acho que isso traz para nossa casa a realidade desse vírus”, adicionou. Boris Johnson, premiê britânica, é um exemplo dos líderes mundiais que foram infectados pela Covid-19. Ele chegou a ser internado na UTI no sistema público de saúde da Inglaterra.

Ryan ainda afirmou que o Brasil é uma grande nação, mas lembrou que o país passa por um momento difícil por causa da pandemia do coronavírus.

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