Governo demite número 2 de Regina Duarte, que diz ser vítima de 'matérias maldosas'

Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images

O advogado Pedro Horta, segundo em comando na Secretaria Especial da Cultura, liderada por Regina Duarte, foi exonerado nesta sexta-feira (15) do cargo pelo governo de Jair Bolsonaro. A saída de Horta consta em edição extra do Diário Oficial da União, em ato publicado na sexta e assinado pelo ministro Walter Braga Netto (Casa Civil).

E nos siga no Google News:

Yahoo Notícias | Yahoo Finanças | Yahoo Esportes | Yahoo Vida e Estilo

O advogado chegou à secretaria adjunta no final de abril, após ter sido chefe de gabinete de Regina. Antes do governo, ele era o responsável pelo departamento comercial da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

Leia também

Desde que foi nomeada para chefiar a secretaria da Cultura - atualmente subordinada ao Ministério do Turismo -, Regina tem sofrido com críticas da ala ideológica do governo Bolsonaro, que tem interferido em suas nomeações.

Ela vive, por exemplo, uma queda de braço com o presidente da Fundação Palmares, o jornalista Sérgio Camargo, que apesar de ser desafeto da atriz permanece no posto, vinculado à Secretaria da Cultura, com o aval de Bolsonaro.

Em uma publicação nas redes sociais, feita na manhã deste sábado (16), Regina atacou a imprensa e disse ser vítima de "matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosos". No entanto, ela não comentou diretamente a saída de Horta.

O post de Regina vem dias após uma polêmica entrevista que a secretária deu à CNN. Ela ficou irritada quando a emissora mostrou um vídeo enviado pela atriz Maitê Proença pedindo que a ex-colega de novelas desse soluções para a classe artística em meio à pandemia.

"O que você ganha com isso? Quem é você que está desenterrando uma fala da Maitê [Proença] de dois meses atrás? Eu não quero ouvir, ela tem o meu telefone. Eu tinha tanta coisa para falar, vocês estão desenterrando mortos", disse Regina, colocando fim à entrevista concedida à CNN Brasil.

Antes disso, na mesma entrevista, a secretária minimizou a ditadura militar, a tortura e as mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Por outro lado, seu desempenho foi bem avaliado por Bolsonaro e, segundo assessores do mandatário, seu uma sobrevida à atriz no governo.

**Com informações da FOLHAPRESS