Governo diz que crescimento de 1% do PIB é 'robusto' e indica recuperação da economia

O governo avalia que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE mostra que a economia do país manteve um crescimento "robusto" no início de 2022, consolidando o processo de recuperação da economia.

De acordo com o IBGE, o PIB avançou 1% no primeiro trimestre de 2022 em comparação com o quarto trimestre do ano passado. É mais do que o crescimento registrado nos dois trimestres anteriores, mas menos que o esperado pelo mercado. Economistas previam alta de 1,2%, segundo a média das projeções de analistas ouvidos pela Bloomberg. Frente ao primeiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,7%.

“Após a vigorosa retomada da atividade em 2021, quando a economia brasileira registrou alta de 4,6% no PIB e confirmou a recuperação econômica em “V” (uma recuperação após uma forte queda), o início de 2022 manteve o robusto crescimento da atividade apesar do ambiente de incerteza gerado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia”, afirma nota do Ministério da Economia.

O governo destaca que mesmo num contexto adverso, a atividade econômica brasileira mostrou-se positiva no primeiro trimestre de 2022 em vários ramos, em especial na indústria e nos serviços.

O desempenho do primeiro trimestre foi puxado pelo setor de serviços, que representa 70% do PIB e que foi duramente afetado durante os períodos de maiores restrições em função da Covid.

Para o governo, a economia brasileira tem retomado a atividade de forma consistente, mas alerta para o conflito na Ucrânia e outros fatores de incerteza:

“Fatores de alerta e que inspiram atenção: as incertezas inerentes ao conflito no Leste Europeu e os efeitos remanescente da pandemia, especialmente quanto às cadeias globais de suprimentos, aumento da inflação e necessidade de ajustes das condições financeiras. No entanto, a melhor forma de combater as incertezas é prosseguir com o processo de consolidação fiscal e a aprovação de reformas pró-mercado para aumento da produtividade”, afirma a pasta.

O Ministério da Economia destacou que os serviços estão no melhor nível desde 2015, os investimentos recuperaram o nível de 2014 e a taxa de desemprego retornou aos patamares do início de 2016, com avanço da população ocupada nos diversos setores.

“Ressalta-se que o crescimento de longo prazo da economia brasileira depende fundamentalmente da consolidação fiscal (redução da relação dívida/pib) e de uma importante agenda de reformas pró-mercado”, acrescenta a pasta, citando a abertura econômica, privatizações e concessões, melhora dos marcos legais e aumento da segurança jurídica.

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