Governo do Brasil evita condenar Rússia em reunião do Conselho de Segurança da ONU

Chanceler brasileiro, Carlos França, comentou sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, mas não condenou país de Vladimir Putin (Foto: KENO GEORGE/AFP via Getty Images)
Chanceler brasileiro, Carlos França, comentou sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, mas não condenou país de Vladimir Putin (Foto: KENO GEORGE/AFP via Getty Images)

O governo do Brasil evitou condenar a Rússia durante um discurso feito nesta quinta-feira (22) no Conselho de Segurança da ONU. O nome do país sequer foi citado na fala brasileira.

Quem falou durante o encontro, segundo o colunista Jamil Chade, do Uol, foi o chanceler brasileiro, Carlos França. Durante a fala, ele afirmou que o Brasil quer criar condições para que haja diálogo entre as partes envolvidas na guerra.

“A guerra afeta a todos, até em regiões longe das hostilidades. O Conselho de Segurança é o local apropriado para buscar solução com paz duradoura”, disse França na reunião do Conselho de Segurança.

Os líderes europeus e norte-americanos fizeram críticas ao governo de Vladimir Putin, que acirrou ainda mais os ânimos do conflito com a Ucrânia ao convocar 300 mil homens e sugerir o uso de armas nucleares. O Brasil, no entanto, foi por outro lado.

Carlos França não citou que a Ucrânia foi invadida pela Rússia e tampouco mencionou as ameaças nucleares feitas por Putin. O chanceler brasileiro disse que o país “condena os abusos e defende investigações independentes dos fatos” e defendeu que “os responsáveis sejam julgados.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discursou e deixou a sala onde acontecia a reunião. “A continuação das hostilidades ameaça as vidas de civis inocentes e afeta a segurança alimentar e de energia de milhões de famílias em outras regiões, em especial nos países em desenvolvimento”, disse o russo durante o discurso.

Lavrov defendeu uma saída do conflito por meio da diplomacia e rejeitou a ideia de isolar qualquer uma das partes. “A prioridade é de criar condições para negociar para uma solução pacífica”, afirmou.

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