Governo do Maranhão autua Bolsonaro por não usar máscara e causar aglomeração

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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during the launch of the Gigantes do Asfalto Program, which aims to reduce bureaucracy for cargo trucking, at Planalto Palace in Brasilia, on May 18, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro durante pronunciamento no Palácio do Planalto, no dia 18 de maio de 2021 (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O governo do Maranhão, de Flávio Dino (PC do B), autuou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por não usar máscara e gerar aglomeração durante um evento na cidade de Açaílândia, a 560 km da capital São Luís. 

Bolsonaro cumpre agenda no Maranhão desde quinta-feira. Na manhã desta sexta, ele participou de cerimônia de entrega de 17 mil títulos de propriedade rural no município de Açailândia, onde discursou atacando Dino.

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“Lá na Coreia do Sul [do Norte, na verdade] tem uma ditadura, o ditador não é um gordinho? Na Venezuela, também uma ditadura, não é um gordinho lá o ditador? E quem é o gordinho ditador aqui do Maranhão?”, disse, em cerimônia de entrega de títulos rurais.

Durante sua passagem pelo Maranhão, o presidente não utilizou máscara também ao visitar a sede do Sindicato dos Produtores Rurais, no Parque de Exposição de Açailândia, durante um evento em que era obrigatório o uso da máscara.

O presidente terá 15 para responder e apresentar sua defesa. Caso ele não cumpra o prazo, ele poderá ser multado de acordo com as regras sanitárias.

A passagem de Bolsonaro pelo estado acontece enquanto o governo do Maranhão confirmou os primeiros casos da cepa indiana da Covid-19 no Brasil, com seis infectados, todos tripulantes de um navio que atracou no liotal do estado.

Bolsonaro passou por duas das três cidades do Maranhão em que foi mais votado que Fernando Haddad (PT) nas eleições presidenciais de 2018. Além de Açailândia, o presidente esteve em Imperatriz, segundo maior munícipio do estado, e recebeu o título do "Cidadão Imperatrizense". A única das três cidades não visitadas pelo presidente foi São Pedro dos Crentes, que tem a maior proporção de evangélicos da Região Nordeste.

Ataques ao comunismo

Na cerimônia desta sexta, ao lado de parlamentares e políticos do Centrão, ele reforçou o ataque ao comunismo.

“O comunismo não deu certo em lugar nenhum no mundo. Não vai ser no Brasil que ele vai dar certo. Quando se fala em Partido Comunista, vocês tem que ter aversão a isso. E mostrar aonde esse regime foi implementado, o que sobrou para o povo? Sobrou a igualdade. Mas a igualdade na miséria, na desesperança, na fome, na tristeza, na destruição de famílias, na destruição das religiões, tudo que não presta simboliza com a palavra que começa com C e termina com A, comunista”, disse.