Governo do PR troca delegada de caso de assassinato de militante petista

Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)
Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)

O governo do Paraná vai trocar a delegada responsável pela investigação do assassinato de Marcelo Arruda, militante petista alvejado por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), durante celebração de aniversário, cuja temática era o PT. A informação é da CNN Brasil.

Quem assumirá o caso será Camila Cecconello, delegada divisional de homicídios.

Iane Cardoso é acusada pelo partido de fazer publicações antipetistas nas redes sociais. No entanto, a assessoria da secretaria de Segurança Pública do estado afirmou à emissora que a troca se dá porque “a divisional de homicídios tem mais recursos e experiência para essa situação”.

O assassinato de Marcelo Arruda aconteceu em Foz do Iguaçu e, por isso, Camila Coccenello e Silvio Jacob Rockembach, delegado geral do estado, já se deslocaram para a cidade.

O PT deve pedir a federalização do caso, após as suspeitas de parcialidade da delegada Iane Cardoso. Segundo a CNN Brasil, a campanha de Lula vai se reunir para debater o tema.

Assassinato de Marcelo Arruda

O guarda municipal Marcelo Arruda foi morto com dois tiros de arma de fogo, neste sábado (9), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O homem celebrava seu aniversário de 50 anos, cuja temática era o PT, quando o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa e abriu fogo. Guaranho foi baleado e encaminhado para o hospital.

A Polícia Civil investiga se o crime foi motivado por discordância política. A festa de Arruda tinha como temática o PT (Partido dos Trabalhadores) e o salão de festas da ARESF (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) estava enfeitado com balões vermelhos e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O autor do crime gritou palavras de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

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