Governo Doria prorroga fase emergencial até dia 11 de abril em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo João Doria (PSDB) decidiu estender até 11 de abril a fase emergencial do Plano São Paulo. O anúncio foi feito pelo vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), quatro horas e meia após Doria ter apresentado a Butanvac, a vacina do Butantan. O tucano, ao contrário do que costuma acontecer, dessa vez não participou da entrevista coletiva em que a impopular medida foi divulgada. "Em virtude dos números da pandemia, da insistência da pandemia o governo de São Paulo prorroga até 11 de abril a fase emergencial", disse Garcia. A fase emergencial, com medidas mais restritivas até para serviços essenciais, iria até o dia 30 de março. Na última semana, o comitê de contingência contra o coronavírus fez a recomendação ao governador de prorrogar as restrições. Nas últimas semanas, foram registradas dezenas de mortes de pacientes à espera de vagas. O coordenador do comitê de contingência, Paulo Menezes, afirma que ao longo do período deve haver uma redução progressiva no número de casos graves, consequentes das medidas e também da vacinação no estado. "Nós temos aqui já ao longo de várias semanas conversado sobre recomendações que o governo tem implementado no sentido de nesse momento reduzir o máximo possível a redução do vírus. Nós tivemos já 9 dias de fase vermelha, seguidos de 12 dias da chamada fase emergencial. A gente começa a ver o resultado, um resultado positivo desse período todo de sacrifício", disse Paulo Menezes, do centro de contingência. Segundo ele, a velocidade de crescimento chegou a 2,9% ao dia. "A gente começa a ver uma redução na velocidade de crescimento, que desta forma cai para 2,2% de crescimento ao dia", disse. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, anunciou que haverá uma rede de plasma convalescente, um tratamento que, por meio de transfusão, pretende gerar anticorpos em doentes de coronavírus. O plasma seria doado por voluntários que tenham contraído o coronavírus. "Plasma é a parte líquida do sangue. É nesse plasma que se concentram os anticorpos. O objetivo dessa terapia é transferir ao paciente de maneira passiva uma quantitativa de anticorpos para combater o vírus. Portanto, é um tratamento. Essa transfusão de plasma deve ser feita para pessoas que estão nos hospitais, nas fases iniciais do Covid e que tem chances de progredir", diz. Covas comparou o tratamento com uma "vacina imediata". Por isso, foi montada uma rede de coleta de plasma no estado. O diretor do Butantan diz que as informações sobre o tratamento estarão no site do Butantan, que no início da tarde desta sexta estava fora do ar devido ao excesso de visitantes atraídos pela notícia da vacina nacional desenvolvida pelo instituto. Covas afirma que o projeto-piloto está sendo feito em Santos e Araraquara. Depois, a ideia é estender para os demais municípios.