Governo dos EUA pede ao Congresso US$ 2 bi para América Latina

Roberta Jacobson, subsecretária de Estado para o Hemisfério Ocidental, em Washington, DC, no dia 27 de fevereiro de 2015

O governo dos Estados Unidos está pedindo ao Congresso a aprovação de 1,9 bilhão em ajuda à América Latina para 2016, especialmente para promover a prosperidade na América Central - informou nesta terça-feira a subsecretária de Estado, Roberta Jacobson.

"A enorme importância que nossa administração dá ao Hemisfério Ocidental é refletida em nosso pedido para 2016", disse Jacobson durante uma audiência perante uma subcomissão da Câmara dos Deputados.

A ordem representa um aumento de 34,7% em relação ao orçamento do ano passado, ressaltou a funcionária, de acordo com uma cópia divulgada de seu discurso.

O programa da Casa Branca para a região inclui um plano de 1 bilhão de dólares que o presidente Barack Obama anunciou em janeiro para aumentar a segurança e a prosperidade na América Central, após a crise de migração no verão passado.

Mais de 66 mil crianças, a maioria de El Salvador, Guatemala e Honduras, foram interceptadas no ano passado na fronteira tentando entrar nos Estados Unidos sem a companhia de adultos.

Segundo Jacobson, os EUA devem liderar os esforços para reverter os fatores críticos em países da América Central que levam a migração para a fronteira norte-americana ou se preparar para enfrentar o impacto e os custos "do que parece ser um fenômeno cíclico em desenvolvimento".

"Embora este nível de apoio represente um aumento significativo em relação aos anos anteriores, acreditamos que o custo de investir agora na segurança e prosperidade da América Central desaparece quando comparado ao custo de desafios migratórios enfrentados em casa", disse Jacobson aos membros do Congresso.

Além da América Central, o orçamento proposto inclui 119 milhões dólares para o Plano Mérida contra o narcotráfico no México, e 288,7 milhões em programas de desenvolvimento e de segurança na Colômbia.

Outros 95,9 milhões de dólares servirão para apoiar a luta contra as drogas no Peru, o maior produtor de folha de coca e cocaína do mundo.

No Caribe, os Estados Unidos planejam alocar 241,6 milhões no Haiti e 53,5 milhões para a Iniciativa de Segurança Regional (CBSI, na sigla em inglês).

Parte do orçamento também será destinada a programas de promoção da liberdade de imprensa e dos direitos humanos em Cuba, Venezuela, Equador e Nicarágua, acrescentou Jacobson.