Governo dos EUA quer maioria dos trabalhadores vacinada até 4/1

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A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, recebe ose da vacina anticovid-19 da Moderna, em 30 de outubro de 2021, no Auditório Tribunal Sul da Casa Branca, em Washington, D.C. (AFP/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS)
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Dezenas de milhões de empregados americanos deverão se vacinar contra a covid-19 até 4 de janeiro próximo, se quiserem evitar terem de se submeter a testes semanais de detecção de coronavírus - detalhou uma fonte do governo Joe Biden, nesta quinta-feira (4).

A obrigatoriedade de vacinar funcionários de empresas com mais de 100 pessoas, profissionais da saúde e funcionários terceirizados de agências federais é uma das medidas mais duras já tomadas pelo governo dos Estados Unidos na tentativa de conter uma pandemia que continua emperrando sua recuperação econômica.

"Existe o mesmo prazo de 4 de janeiro de 2022 para estas três categorias", explicou uma autoridade de alto escalão do governo.

Até esta data, os funcionários deverão ter recebido sua última dose da vacina, ou terem começado a fazer um teste de detecção de coronavírus por semana, acrescentou a mesma fonte.

Anunciada por Biden em um discurso na Casa Branca em setembro, a medida deve afetar mais de dois terços da força de trabalho do país. Segundo o presidente, esta é a chance de "virar a página" da covid-19 e pressionar milhões de americanos que ainda se recusam a receber a vacina.

Várias empresas, como a gigante de carnes Tyson Foods e a companhia aérea United Airlines, já haviam preparado o terreno, ao impor esta medida aos funcionários desde o final de setembro.

A mais recente delas, a montadora Ford, exigiu que seus 32 mil funcionários estejam vacinados até 8 de dezembro, salvo em casos por motivos religiosos, ou por uma condição médica, informa a imprensa americana.

- "Salvar vidas" -

No país das liberdades individuais, a medida levanta, porém, críticas da oposição republicana, que denuncia uma "ditadura".

"A questão é que as vacinas obrigatórias funcionam", disse este funcionário sênio.

Segundo ele, a medida "levará milhões de americanos a se vacinarem, protegendo os trabalhadores, salvando vidas, fortalecendo nossa economia e ajudando a acelerar nossa saída desta pandemia".

Alavancada desde o verão passado (inverno no Brasil) pela disseminação da variante delta, a pandemia já matou 750.000 pessoas nos Estados Unidos.

No cargo há quase um ano, Biden fez da luta contra a covid-19 um dos pilares de sua presidência.

Depois de um início bem-sucedido da campanha de vacinação, porém, ela entrou em colapso, o que disparou a propagação do vírus e interrompeu, em parte, a recuperação econômica prometida pelo líder democrata.

Convencer os adultos que resistem a se vacinar não é uma tarefa fácil, especialmente porque vários estados do país, como o Texas, já proibiram a obrigatoriedade de vacinação em seu território.

Uma pesquisa divulgada em outubro pela Society for Human Resource Management mostrou que 90% dos empregadores entrevistados snfrentam dificuldades para implementar a vacinação obrigatória.

cs/cjc/ag/dga/tt

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