Governo e oposição da Venezuela em último dia de diálogo no México

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é entrevistado pelo jornalista venezuelano Ernesto Villegas no Palácio Miraflores em Caracas, em 5 de setembro de 2021 (AFP/-)
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O governo e a oposição da Venezuela encerram, nesta segunda-feira (6) na Cidade do México, uma rodada de negociações em que o oficialismo busca o levantamento das sanções econômicas contra a Venezuela e a oposição, eleições livres.

O quarto e último de quatro dias de reuniões começou pouco antes do meio-dia em um hotel central da capital mexicana, segundo uma fonte próxima à reunião.

As partes chegam a este último dia com "acordos parciais", disse no domingo Jorge Rodríguez, líder do Parlamento venezuelano e homem de confiança do presidente Nicolás Maduro.

Gerardo Blyde, chefe negociador da oposição, confirmou que foram alcançados "acordos iniciais" que buscam amenizar a profunda crise econômica que afeta a Venezuela, mas ressaltou que o verdadeiro problema é um modelo econômico que "fracassou".

Maduro alertou no domingo que essas negociações não se traduzirão em "impunidade", o que é interpretado como uma advertência para o opositor Juan Guaidó, o ex-líder parlamentar que se autoproclamou presidente em 2019 e que enfrenta múltiplas acusações na Venezuela.

As negociações são facilitadas pela Noruega. No fim da reunião, à tarde, deve ocorrer um anúncio de potenciais acordos.

O Departamento de Estado americano elogiou na sexta-feira o início do diálogo e manifestou seu desejo de que se "restaure a democracia" pacificamente na Venezuela.

No memorando comum, as partes estabeleceram sete pontos de discussão. Entre eles destacam-se os direitos políticos, garantias eleitorais e um cronograma para eleições observáveis, questões prioritárias da agenda opositora desde sexta-feira.

O documento também inclui a principal exigência do governo de Maduro: que se levantem ou flexibilizem as sanções econômicas lideradas por Washington contra o país sul-americano.

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