Governo eleito deve revogar portaria que unificou NBR e TV Brasil

Integrante do grupo de Comunicações na equipe de transição, o ex-ministro Paulo Bernardo disse nesta sexta-feira que o governo eleito irá separar as operações de duas TVs estatais. A ideia é retomar modelo adotado durante os governos do PT, quando a emissora pública, TV Brasil, e a governamental, NBR, atuavam de formas independentes.

Enquanto a primeira emissora foi pensada para ser uma TV pública, com programação variada, a segunda foi desenhada para veicular a comunicação oficial do governo, como solenidades e lançamentos de políticas públicas.

Na gestão Jair Bolsonaro, as duas foram unificadas por meio de uma portaria, colocando, na prática, as duas emissoras a serviço do governo federal. Até mesmo as programações foram uniformizadas, com transmissões de eventos de Bolsonaro ao mesmo tempo nos dois canais. Ambas as TVs estão sob a gestão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

— A EBC tinha uma vertente ligada à TV pública (TV Brasil). E tinha a vertente de comunicação do governo chamada NBR. E foi tudo juntado. Eles pararam de ter essa separação. E foi juntado numa única empresa. Achamos que tem que separar. Acho que é só revogar, porque foi feito por decreto — disse Paulo Bernardo.

Ao sair de reunião do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde teve reuniões, o petista também destacou que o governo se posicionará contra a privatização dos Correios. Durante a campanha, Luiz Inácio Lula da Silva repetiu, em algumas ocasiões, que a estatal não seria vendida.