Governo do Equador afirma que prisões já estão 'sob controle' de militares e policiais

·1 minuto de leitura
Militares posicionados em frente à prisão de Guayas 1, em Guayaquil, Equador, em 30 de setembro de 2021 (AFP/Fernando Mendez)

O Equador, palco de um dos piores massacres penitenciários da América Latina, com 119 presos mortos, informou neste domingo (3) que militares e policiais têm sob seu controle o sistema penitenciário, no qual há uma guerra entre gangues do narcotráfico.

As prisões “estão sob o controle da Polícia Nacional e das Forças Armadas”, declarou a ministra do Governo, Alexandra Vela, em vídeo divulgado pelo Executivo.

Acrescentou que “é a primeira vez desde 2019, quando ocorreu a primeira crise carcerária, que as duas instituições trabalham de maneira conjunta atuando sob estado de exceção” para o aparato prisional, durante 60 dias, decretado pelo presidente Guillermo Lasso na quarta-feira.

Amparado por essa medida, o governo mobilizou 3.600 soldados e policiais para "garantir a segurança" nos 65 presídios do país, que têm capacidade para 30 mil pessoas, mas são ocupados por 39 mil, uma superpopulação de 30%.

O Equador enfrenta uma longa crise carcerária por várias razões, entre elas uma guerra pelo poder entre grupos criminosos a serviço de cartéis do tráfico de drogas, incluindo os mexicanos Sinaloa e Jalisco Nueva Generación.

Membros dessas gangues se enfrentaram em um tiroteio na terça-feira em uma penitenciária no porto de Guayaquil, deixando 119 presos mortos, alguns esquartejados e queimados.

Na mesma prisão em que a polícia disse ter assumido o controle na quinta-feira, os presidiários voltaram a se rebelar e atacaram policiais a tiros no sábado, com um saldo de quatro presos feridos.

str-dsl/sp/ag/ic

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos