Governo espanhol descarta obrigatoriedade da vacina contra a covid-19

·1 minuto de leitura
O ministro Salvador Illa no aeroporto de Barajas, Madri, em 20 de junho de 2020
O ministro Salvador Illa no aeroporto de Barajas, Madri, em 20 de junho de 2020

O ministro espanhol da Saúde informou neste sábado (21) que por enquanto descarta tornar obrigatória a vacina contra a covid-19, que o governo planeja começar a administrar em janeiro com o objetivo de imunizar uma grande parcela da população no primeiro semestre de 2021.

"Os especialistas nos recomendam que não é conveniente que seja obrigatório, que isso poderia inclusive ser contraproducente. Em nosso país já existe uma boa tradição de vacinação", indicou Salvador Illa durante uma entrevista à rádio Rac1.

"Embora legalmente poderíamos, pensamos que não é conveniente torná-la obrigatória. Simplesmente explicando bem, estamos seguros de que haverá um nível de resposta alto", acrescentou.

O executivo espanhol apresentará na terça-feira um plano que planeja vacinar "uma parte muito substancial da população" no primeiro semestre de 2021, anunciou ontem o chefe do governo, o socialista Pedro Sánchez.

Seu ministro da Saúde acrescentou neste sábado que pretendem iniciar o processo de vacinação em janeiro e, embora não queira se aventurar para dar porcentagens concretas, mencionou o número de "30 milhões de cidadãos" vacinados, o que representaria cerca de 70% da população espanhola.

Esta vacinação em massa permitiria iniciar uma "etapa distinta" na Espanha, um dos países europeus mais castigados sanitária e economicamente pela pandemia, com mais de 42.600 mortos, segundo dados oficiais, e um retrocesso do PIB de 12,8% previsto para este ano, de acordo com o FMI.

dbh/bl/aa