Governo do estado pretende retomar em 2023 operação do teleférico do Alemão

O funcionamento do teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, deve ser retomado em 2023, segundo a previsão do governo do estado. Pelo cronograma atual, as obras nas estações serão concluídas em dezembro de 2022 e a modernização dos equipamentos estará pronta em março do próximo ano. A partir daí, segundo a assessoria do governo estadual, será iniciada a licitação do sistema pela Secretaria estadual de Transportes.

A principal estação do teleférico, em Bonsucesso, é a mais adiantada, com 89% das obras concluídas. Outros pontos em reforma são Baiana, 49% concluída; Alemão, com 29%; e Adeus, com 21%. As obras foram retomadas em março e alcançaram 39% de conclusão ao todo. Já nas estações do Itararé e Fazendinha, as intervenções começarão em agosto. O teleférico tem percurso total de 3,5 Km e 152 gôndolas, atendendo 10 mil moradores.

A última viagem no teleférico ocorreu um mês após o encerramento da Olimpíada de 2016, quando o equipamento fechou para uma manutenção. Inaugurado em julho de 2011, ao custo de R$ 253 milhões, as seis estações estavam abandonadas e depredadas.

Estão sendo recuperados sistemas elétricos de iluminação e controle, instalações hidráulicas, sanitárias, mecânicas, ar-condicionado, coberturas, esquadrias e ferragens, revestimentos e acabamentos nas seis estações do teleférico. Essa fase das intervenções está orçada em R$ 16,9 milhões, com recursos da concessão dos serviços de saneamento.

Em novembro do ano passado, durante missão governamental na França, o governo do estado fechou um acordo com a empresa Poma para a reativação do teleférico. Representantes da multinacional, que detém a exclusividade do sistema eletromecânico do equipamento, vistoriaram o teleférico e elaboraram um relatório técnico de danos.

Na próxima fase para a volta do teleférico serão investidos, segundo o governo do estado, R$ 150 milhões, com a recuperação e atualização dos equipamentos. A previsão é que, no futuro, sejam implantados serviços nas estações, como atendimento do Detran e ações de meio ambiente e esportivas.

Mão de obra local

A retomada das obras do teleférico empregou cem pessoas, 70% delas moradores das comunidades do entorno. Sem os serviços, o trajeto ficou mais demorado e mais caro para os moradores do Complexo do Alemão.

— A gente leva mais tempo para chegar em casa e ainda tem que pegar duas conduções às vezes. Muita gente não pode pagar um transporte mais caro. Nossa comunidade precisa do teleférico — diz Paulo Roberto de Souza, 49 anos, morador de Bonsucesso.

A aposentada Marta Oliveira Marques, de 62 anos, já tem planos para quando o teleférico voltar a funcionar:

— Estou ansiosa para voltar a ver amigos e familiares no Morro da Baiana. Não vejo eles há quase um ano.

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