Governo do Rio troca comando da Secretaria de Polícia Militar

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O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, promoveu uma troca no comando da Secretaria de Estado de Polícia Militar na noite deste domingo, dia 22. O Coronel Rogério Figueiredo deixou o posto e será substituído pelo Coronel Luiz Henrique Marinho Pires. A decisão será publicada no diário oficial de amanhã.

Figueiredo havia sido escolhido pelo ex-governador Wilson Witzel (PSC), que sofreu impeachment, e vinha sendo alvo recente de dossiês apócrifos com denúncias sobre supostos crimes cometidos por militares que o acompanharam em sua trajetória como oficial.

Em nota, Cláudio Castro enalteceu o trabalho "de quase três anos do coronel à frente da pasta". "Durante sua gestão, foi responsável pela criação programa Bairro Seguro, que está em 30 localidades na capital, e colaborou para a redução dos números de roubos e furtos", diz ö comunicado oficial do governo.

"O combate ao crime organizado, ligado ao tráfico de drogas ou à milícia, é prioridade da nossa gestão. Todos os dias, os agentes de segurança estão nas ruas para atuar com rigor no cumprimento da lei. Esse trabalho, que tem como base a inteligência, é fundamental para a redução dos índices de criminalidade, como o menor número de homicídios dos últimos anos", disse o governador, citando que, de janeiro a agosto deste ano, a Secretaria de Polícia Militar prendeu 20.606 pessoas e apreendeu 4.244 armas, sendo 209 fuzis.

Luiz Henrique Marinho Pires, que assumirá a corporação, tem 32 anos na PM, é especialista em planejamento e foi chefe do Estado-maior no período da intervenção militar, em 2018. Atualmente, atuava como subsecretário de Operações da Secretaria de Ordem Pública da capital.

A mudança na gestão ocorre cinco dias depois da prisão de outro secretário estadual pela Polícia Federal. Raphael Montenegro, que era responsável pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, e dois dos seus subsecretários — Wellington Nunes da Silva, da gestão operacional, e Sandro Farias Gimenes, superintendente, estão sendo acusados de fazer acordos com chefes da maior facção criminosa do estado.

Nos dias 27 e 28 de maio, os três visitaram dez criminosos no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Escutas ambientais gravaram as conversas e mostram uma negociação para que eles retornassem ao Rio em troca de uma trégua dentro e fora das cadeias fluminenses. Tanto a polícia quanto o Ministério Público Federal investigam a possibilidade de Montenegro obter vantagens política e financeira.

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