Governo exonera número 2 de Regina Duarte na secretaria especial da Cultura

Jan Niklas

RIO — O advogado Pedro Horta, um dos poucos nomes que Regina Duarte conseguiu emplacar na secretaria especial da Cultura, foi exonerado do cargo de secretário especial adjunto. A demissão assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (15).

Nomeado no fim de abril para o segundo posto da hierarquia da pasta comanda por Regina, Horta estava há pouco mais de duas semanas no cargo. Antes, ele atuava como chefe de gabinete da atriz no órgão. Ainda não foi definido um substituto.

A decisão foi comemorada pela militância bolsonarista nas redes sociais. Grupos ligados ao ideólogo Olavo de Carvalho estão promovendo uma campanha de fritura de Regina Duarte dentro do governo. Eles vêm pedindo a demissão da atriz, pois acreditam que ela estaria levando "infiltrados da esquerda" para dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Vista por pessoas ligadas à Cultura como nome influente nas nomeações da pasta desde a gestão de Roberto Alvim, a apoiadora de Bolsonaro Geralda Gonçalves (conhecida como Geigê), publicou uma mensagem em tom provocativo sobre a saída de Horta: "Bom dia! Menos um traíra#ReginaPedePraSair", escreveu.

A mesma edição extra do Diário Oficial da União trouxe ainda a demissão de Marcus Flavio Oliveira da coordenadoria-geral de projetos especiais da secretaria da Cultura. A portaria foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

As demissões ocorrem uma semana após a reunião que Regina teve com o presidente Jair Bolsonaro e que havia amenizado a tensão entre ambos momentaneamente.