Governo federal deve tomar medidas para racionar energia em horários de pico

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LED light Power saving concept. Asia man changing compact-fluorescent (CFL) bulbs with new  bulb.
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  • Decisão ocorre em meio a maior crise hídrica do país desde 1931

  • Serão afetados consumidores finais e indústrias

  • Medidas serão implantadas dois anos após o fim do Horário de Verão

O governo federal pretende iniciar em julho um programa de incentivo de consumo de energia fora do horário de pico. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (14) que ainda é preciso analisar questões técnicas e jurídicas.

“O modelo ainda está em discussão e exigirá arranjos técnicos e jurídicos para ser implementado”, disse.

O plano é oferecer incentivos aos consumidores, por exemplo, descontos na conta de luz e créditos futuros. Além de consumidores finais, também estarão contempladas indústrias.

Outra medida proposta pelo governo é intensificar campanhas de uso consciente da energia.

O Ministério de Minas e Energia recebeu, na segunda-feira (14), propostas de associações que representam os grandes consumidores de eletricidade que visam estimular a diminuição do consumo de energia e mudar o horário de consumo para aqueles com menor demanda atualmente.

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O governo federal soltou um alerta de emergência hídrica no fim de maio, que levantou um alerta sobre o risco de faltar energia elétrica. Na época, o ministro de Minas e Energia afirmou que esta é a pior crise hídrica desde 1931.

As medidas são discutidas dois anos após o encerramento do Horário de Verão pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido), que ocorreu em maio de 2019. Na época, o governo federal justificou a decisão afirmando que a mudança de horário não fazia tanta diferença no nível de consumo final.

Albuquerque disse que não haverá racionamento, mas pede que as pessoas usem a energia de forma “racional”. Em maio, o valor da conta de energia elétrica subiu 12,4% em relação ao mesmo mês de 2020, segundo dados divulgados na segunda-feira.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) subiu o preço da conta de luz para diminuir o consumo. Em junho, a referência será a bandeira vermelha 2, que é a mais cara. Nesta modalidade, a cada 100 quilowatts-hora consumidos, é acrescido o valor de R$ 6,24 na conta de energia elétrica.

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