Órgão do governo federal critica cineasta Petra Costa em vídeo: 'militante anti-Brasil'

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Foto: David M. Benett/Dave Benett/Getty Images for Netflix/WDW Entertainment
Foto: David M. Benett/Dave Benett/Getty Images for Netflix/WDW Entertainment

O perfil oficial da Secretaria de Comunicação do governo federal publicou uma mensagem, incluindo um vídeo, com críticas a cineasta Petra Costa, diretora do documentário Democracia em Vertigem, que aborda o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e foi indicado ao Oscar 2020. Ao fim da postagem, o órgão oficial credita a fonte das informações como “vídeo publicado em canais na Internet”.

No vídeo de um pouco mais de dois minutos com trechos de uma entrevista que a cineasta concedeu ao canal PBS, emissora pública dos Estados Unidos. Ao apresentador, Petra diz que grupos religiosos evangélicos tem se posicionado contra diretos de mulheres, LGBTs e negros. O vídeo ainda chama Petra Costa de “militante anti-Brasil” e diz que ela está prejudicando a imagem do país no exterior.

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No texto, a Secom diz que o governo “não fez nenhuma ação contra os direitos de minorias”. Na sequência, Petra aparece dizendo que, após a eleição de Bolsonaro, homicídios cometidos pela polícia do Rio de Janeiro cresceram 20%. Em resposta, o órgão diz que se trata de uma “fake news” porque “em 2019, o número de homicídios no país teve uma queda de 20%”.

Apesar do argumento da Secom, o Ministério da Justiça ainda não divulgou os dados dos últimos três meses do ano. Não há, portanto, um dado consolidado de 2019.

Ainda no texto, o órgão oficial pede que as pessoas não acreditem em ficção. "Nos Estados Unidos, a cineasta Petra Costa assumiu o papel de militante anti-Brasil e está difamando a imagem do País no exterior. Mas estamos aqui para mostrar a realidade. Não acredite em ficção, acredite nos fatos", pondera a Secom. Ao final, a página diz que “os fatos sempre prevalecem”.