Governo francês abre inquérito sobre bebês nascidos sem braços

A ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn, na Assembléia Nacional, em Paris, em 16 de outubro de 2018

O governo francês decidiu iniciar uma nova investigação sobre os bebês nascidos sem braços em várias regiões do país, declarou a ministra da Saúde, Agnès Buzyn, neste domingo (21).

Os nascimentos foram registrados de forma agrupada, em perímetros reduzidos, nas regiões de Ain (com sete nascimentos entre 2009 e 2014), Loire-Atlântico (oeste, três nascimentos entre 2007 e 2008) Bretanha (oeste, quatro bebês entre 2011 e 2013); gerando preocupações nas áreas afetadas.

Junto com o ministro da Transição Ecológica, François Rugy, "decidimos relançar uma investigação" para ter "visões cruzadas" de médicos e especialistas em meio ambiente, declarou Buzyn na transmissão do "Grand Jury", organizada pela RTL, Le Figaro e LCI.

"Não podemos nos contentar em dizer que não encontramos as causas, é insuportável", acrescentou a ministra.

Na primeira investigação, a agencia sanitária Santé publique France concluiu, no início de Outubro, que o números de casos em Ain não era estatisticamente superior à média nacional. Por outro lado, há um excesso de casos em Loire-Atlântico e Bretanha, sem explicação.

Segundo Buzyn, na França existem "entre 80 e 100 nascidos por ano com malformação de membros".

As causas podem ser genéticas, estarem ligadas a limitações físicas ou devido à presença de substancias tóxicas na alimentação, no meio ambiente e até mesmo em medicamentos, como foi o caso da talidomida.