Governo gastou mais de R$ 100 milhões e ampliou distribuição de Tamiflu, ineficaz contra o coronavírus

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RIO — O Ministério da Saúde gastou mais de R$ 100 milhões para ampliar, durante a pandemia, a produção e distribuição de fosfato de oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, após recomendar, em maio de 2020, que o medicamento fosse administrado em todos os quadros de síndrome respiratória grave (SRAG) ou de síndrome gripal com fatores de risco. A orientação foi revista em janeiro deste ano, mesmo mês em que, durante o colapso hospitalar em Manaus, a gestão de Eduardo Pazuello concentrou o envio de 425 mil comprimidos para o Amazonas, sendo mais da metade para a capital. A distribuição do Tamiflu, ineficaz contra a Covid-19, ocorreu sob pretexto de combate à gripe.

Especialistas afirmam que o Tamiflu costuma ser requisitado nas estações de aumento de casos de gripe, já que atua contra os vírus influenza A e B, incluindo o H1N1, cujo surto global em 2009 tornou o medicamento mais conhecido. Em 2020, segundo a plataforma Infogripe, da Fiocruz, houve 2,2 mil casos comprovados de influenza, uma queda de 67% em relação aos dois anos anteriores. De acordo com o boletim mais recente da Fiocruz, o índice corresponde a menos de 1% dos casos de SRAG naquele ano, enquanto 97,7% foram causados por Covid-19.

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