Governo do Haiti oferece recompensas por suspeitos do assassinato do presidente

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Cerimônia de homenagem ao falecido presidente Jovenel Moïse, em Porto Príncipe, Haiti, em 20 de julho de 2021 (AFP/Valerie Baeriswyl)

O Ministro da Justiça do Haiti anunciou nesta quinta-feira (26) recompensas por informações que levem à detenção de três pessoas supostamente envolvidas no assassinato do presidente Jovenel Moise, morto em 7 de julho em sua casa por mercenários.

"O Ministério da Justiça oferece uma recompensa especial", de cerca de 60 mil dólares, "pelos chefes de três importantes fugitivos: Wendelle Thelot Coq, Joseph Félix Badio e John Joël Joseph", informou à imprensa Rockefeller Vincent.

Coq era a única mulher no Tribunal de Cassação, antes de sua aposentadoria forçada em fevereiro por Moise. A decisão foi contestada porque o Poder Executivo não tem competência para destituir magistrados superiores.

Badio é um ex-combatente da luta contra a corrupção e Joseph é um ex-senador.

A polícia haitiana emitiu 17 mandados de prisão contra esses três suspeitos, considerados fugitivos.

Mais de um mês após o assassinato, persiste o mistério quanto aos autores intelectuais e à motivação do atentado que também deixou a primeira-dama baleada, mas nenhum policial ferido entre os encarregados da segurança de Moise.

Quarenta e quatro pessoas foram presas no âmbito da investigação, incluindo 18 colombianos e dois americanos de origem haitiana.

A crise no Haiti se agravou após o terremoto de magnitude 7,2 em 14 de agosto, que matou mais de 2.200 pessoas e deixou milhares de edifícios destruídos.

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