Governo de Israel convoca voto para dissolver Parlamento e realizar novas eleições

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O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, e o chanceler Yair Lapid desistiram de sua improvável coalizão governista, formada no ano passado para pôr fim aos 12 anos de Benjamin Netanyahu no poder. A dupla convocou para semana que vem um voto para dissolver o Parlamento e realizar novas eleições, abrindo caminho para os israelenses irem às urnas pela quinta vez em três anos e meio.

A crise atual vem após dois parlamentares de extrema direita da coalizão governista mudarem de lado e outros três se rebelarem frequentemente. Com isso, Bennett e Lapid perderam a maioria na Knesset, e governar tornou-se uma missão ainda mais complicada.

Os termos acordados quando o governo tomou posse no ano passado determinavam que, caso a coalizão ruísse por defecções da extrema direita, Lapid seria o primeiro-ministro interino até que a gestão eleita no pleito do dia 25 de outubro seja empossada. Um processo que, se for similar às eleições recentes, pode levar meses.

Lapid, líder da sigla centrista Yesh Atid (Há um Futuro), continuará também a ser chanceler, enquanto Bennett ficará com a função de "primeiro-ministro rotativo", uma das particularidades do acordo firmado no ano passado. De acordo com o Haaretz, contudo, ele cogita se aposentar.

Em um comunicado conjunto, a dupla disse que "exauriu suas opções para estabilizar" o governo. Segundo a imprensa israelense, a decisão foi motivada por uma tentativa de evitar que fossem forçados a convocar um novo processo eleitoral por Netanyahu, cujo partido Likud lidera as pesquisas de intenção de voto.

Desde o início questionava-se qual seria o prazo de validade da aliança heterogênea, que reúne oito partidos que vão da sigla centrista Yesh Atid (Há um Futuro), de Lapid, à extrema direita, passando por legendas de esquerda. Foi também a primeira vez que um partido representante dos árabes-israelenses, a Lista Árabe Unida, chegou ao Gabinete.

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