Governo de Israel obtém vitória importante com a aprovação do orçamento

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O Parlamento de Israel em 3 de novembro de 2021 em Jerusalém (AFP/Ahmad Gharabli)
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O Parlamento de Israel concluiu a aprovação dos orçamentos estatais para 2021 e 2022 nesta sexta-feira(5), uma vitória para a heterogênea coalizão de governo que dá certa estabilidade após anos de crise e estagnação no país.

São as primeiras contas aprovadas em três anos no Knesset, o Parlamento israelense, após uma paralisação política entre dezembro de 2018 e junho de 2021, período em que foram realizadas quatro eleições antecipadas.

"Depois de anos de caos, formamos um governo, derrotamos a variante delta e agora, graças a Deus, temos um orçamento para Israel", declarou o primeiro-ministro Naftali Bennett após a primeira votação.

"O novo orçamento que aprovamos ontem à noite é excelente! Estou especialmente orgulhoso por ele oferecer soluções reais adaptadas às necessidades de Israel em 2022", acrescentou.

O bloqueio político terminou em junho com a formação de uma coalizão heterogênea de partidos de direita, centro, esquerda e um árabe liderada por Bennett e seu chanceler Yair Lapid, que encerrou o longo mandato de Benjamin Netanyahu.

A aliança enfrentou uma prova de fogo esta semana com os debates sobre os orçamentos de 2021 e 2022 no Parlamento. Com apenas 61 deputados em 120, o governo corria o risco de dissolução da Câmara e nova eleição.

Mas depois de dois dias de maratona com mais de 600 votos em separado na Câmara, a coalizão recebeu luz verde para suas contas, que incluem gastos de 609 bilhões de shekels (194 bilhões de dólares) em 2021 e 573 bilhões de shekels (183 bilhões de dólares) em 2022.

A aprovação do orçamento de 2022 é especialmente relevante para a coalizão, pois proporciona estabilidade diante da mudança planejada de funções entre Bennett e Lapid em 2023, bem no meio do mandato de quatro anos.

Qualquer suspeita de que o Executivo poderia cair antes que o líder centrista chegasse ao poder poderia ter incomodado a ala mais à esquerda da aliança.

"A coalizão da mudança", tuitou Lapid, considerado seu principal arquiteto.

- A confusão de Netanyahu -

Em meio ao complicado processo, o ex-primeiro-ministro Netanyahu, agora líder da oposição, votou por equívoco até seis vezes a favor do governo.

"Qualquer um pode cometer um erro ao votar, basta perguntar aos eleitores de Bennett", escreveu no Twitter o líder do partido de direita Likud, que ficou no poder por 12 anos.

Agora, do outro lado, Netanyahu chamou a coalizão de "um governo de mentirosos" e, de acordo com a mídia local, pressionou os membros de direita da aliança a mudar seu voto.

"Temos que derrubar este governo irresponsável", disse ele aos deputados na quarta-feira. "O governo Bennett-Abás está nos levando para o abismo", escreveu ele no Twitter nesta sexta-feira.

Seu fracasso pode dar mais ímpeto às crescentes demandas por uma substituição na liderança do Likud, disse à AFP o cientista político Yonatan Freeman, da Universidade Hebraica.

"A aprovação do orçamento enfraquece o controle de Netanyahu sobre o Likud", disse ele.

Foi precisamente o bloqueio de alguns orçamentos que motivou a queda do último governo de Netanyahu em dezembro de 2020, cercado nos últimos anos por denúncias de corrupção.

Nas eleições de março, o ex-governante não obteve a maioria esperada, abrindo caminho para a coalizão Bennett-Lapid que, pela primeira vez na história de Israel, é apoiada por um partido árabe.

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