Igreja Ortodoxa apoia Kremlin e denuncia provocação em caso Skripal

Moscou, 7 abr (EFE).- A Igreja Ortodoxa Russa apoiou neste sábado o Kremlin em sua atual tensão com o Ocidente ao afirmar que o caso Skripal é uma provocação para "desacreditar a Rússia".

"Enquanto não apresentarem provas, algo que duvido muito, isso lembra uma ação muito bem planejada e dirigida a desacreditar a Rússia", declarou Hilarion Alfeyev, chefe de relações exteriores da Igreja russa.

Alfeyev ressaltou que os instigadores do envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e sua filha na cidade inglesa de Salisbury, do qual Londres acusa Moscou de estar por trás, pretendiam "debilitar o potencial político e diplomático da Rússia".

"O incidente de Salisbury foi escolhido para lançar esta campanha", acrescentou em entrevista à televisão.

Segundo várias pesquisas, a grande maioria dos russos considera que Moscou não tem nada a ver com o envenenamento dos Skripal.

O embaixador russo em Londres, Aleksandr Yakovenko, pediu hoje uma reunião com o chanceler do Reino Unido, Boris Jonhson, para abordar o caso, que provocou uma grave crise nas relações entre os dois países.

Fontes médicas informaram na sexta-feira que Sergei Skripal, de 66 anos, saiu do estado crítico, responde bem ao tratamento e sua saúde melhora rapidamente.

Já sua filha, Yulia, de 33 anos, que tinha chegado ao Reino Unido procedente da Rússia um dia antes do envenenamento para visitar seu pai, se mantém estável há uma semana e recuperou a fala.

Sergei Skripal e sua filha foram envenenados no último dia 4 de março em Salisbury após sua exposição a uma substância química de nome "Novichok", que, segundo Londres, foi fabricada na Rússia, que nega categoricamente. EFE