Governo israelense perde votação chave em revés para coalizão

A coalizão do governo israelense sofreu nesta segunda-feira (6) um duro revés da oposição, que reuniu maioria contra um projeto de lei que prorroga a aplicação da legislação israelense aos colonos da Cisjordânia ocupada.

Em vigor desde a ocupação em 1967, a norma determina que os colonos nesse território gozam dos mesmos direitos que os cidadãos residentes em Israel e costuma ser ratificada automaticamente no Parlamento a cada cinco anos.

Mas na noite desta segunda, dois membros da heterogênea coalizão, um deputado do partido árabe e outro de esquerda votaram contra o projeto, o que coloca em dúvida a estabilidade do governo dirigido pelo primeiro-ministro Naftali Bennett.

A oposição, que anunciou que votaria contra o projeto apenas para mostrar sua desconfiança no governo, reuniu 58 votos contra os 52 favoráveis à coalizão, que recentemente perdeu sua maioria na câmara.

Se a “lei da Judeia e Samaria” - nome de Israel para a Cisjordânia ocupada - não for aprovada antes de 1º de julho, os mais de 475 mil colonos que vivem em assentamentos nesse território deixarão de se beneficiar dos mesmos direitos que os outros cidadãos israelenses, incluindo o direito ao voto.

De acordo com analistas, a oposição de direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não quer bloquear a lei, mas sim debilitar o governo e colocar em evidência sua minoria parlamentar.

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