Governo do Japão vai financiar fertilização para solucionar crise demográfica

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O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, anunciou que pretende incluir tratamentos de fertilização na lista de procedimentos cobertos pelo sistema público de saúde do país. O objetivo é enfrentar a baixa taxa de natalidade e auxiliar famílias que têm pagado caro por tratamentos para ter filhos.

Suga assumiu o cargo em setembro. No período de campanha para suceder Shinzo Abe, identificou o despovoamento como um grande desafio para o Japão e repetiu no primeiro discurso no parlamento após assumir o cargo que pretendia trabalhar para minimizar o problema.

Com a nova medida, que deve valer a partir de 2021, o governo japonês vai arcar com 70% do custo dos tratamentos, mas já há planos de aumentar esse índice de forma contínua. Para as autoridades, a medida é importante já que muitas mulheres têm filhos mais velhas e cada vez mais recorrerem à tratamentos para engravidar. Em 2018, por exemplo, 57 mil bebês nasceram após o procedimento médico.

No Japão, número médio atual de filhos que uma mulher tem durante sua vida é 1,36, bem abaixo dos 2,1 que o governo aposta como o necessário para manter a população estável. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa de População e Segurança Social japonês, se a tendência baixa for mantida, a população país, atualmente de 126 milhões, deverá cair para menos de 100 milhões em 2053 e para pouco mais de 88 milhões em 2065, quando mais de 38% da população terá 65 anos ou mais.