Governo de Johnson é criticado porque Unicef alimenta crianças britânicas

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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson

O governo britânico recebeu críticas nesta quarta-feira (16) pela contribuição do Unicef para uma campanha de alimentação direcionada às crianças de famílias afetadas pela pandemia - a primeira na história da agência da ONU - no Reino Unido.

O Partido Trabalhista, principal partido da oposição, considerou "vergonhoso" que cerca de 1.800 famílias em dificuldades sejam parcialmente alimentadas nos dias de Natal graças ao auxílio financeiro do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Somos um dos países mais ricos do mundo", declarou a número dois do Partido Trabalhista, Angela Rayner.

"Nunca deveríamos ter chegado a isso. Nossos filhos não deveriam depender de organizações humanitárias que operam em zonas de guerra e após desastres naturais", acrescentou.

O governo de Boris Johnson já havia sido criticado por se recusar a fornecer refeições gratuitas para as crianças mais pobres durante as férias escolares em meio à pandemia, antes de ceder à pressão de uma campanha liderada pelo astro do futebol Marcus Rashford.

Uma ajuda financeira da Unicef, no valor de cerca de 27.700 euros, foi concedida a várias associações que ajudam famílias no bairro de Southwark, no sul de Londres.

Esses locais receberão um total de 18 mil cafés da manhã, que serão distribuídos por meio das escolas durante as duas semanas de férias de final de ano. Um total de 6.750 cafés da manhã também serão fornecidos durante as férias de fevereiro.

De acordo com a Unicef, a pandemia do novo coronavírus é a crise mais crítica que afeta as crianças desde a Segunda Guerra Mundial.

"Esta é a primeira intervenção de emergência do Unicef no Reino Unido para lidar com o impacto sem precedentes da nova crise do coronavírus e chegar às famílias mais necessitadas", explicou Anna Kettley, a diretora de programas para o país.

O porta-voz de Johnson defendeu a ação do governo, observando que foram tomadas "medidas consideráveis (...) para garantir que as crianças não passem fome durante a pandemia".

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