Governo de Kosovo cai em plena pandemia do novo coronavírus

Por Ismet HAJDARI
Nesta foto de 26 de fevereiro de 2020, o primeiro-ministro kosovar, Albin Kurti, gesticula durante coletiva de imprensa em Pristina

O governo de coalizão que comanda o Kosovo há menos de dois meses caiu nesta quarta-feira (25) por um voto de censura, o desenlace de uma luta interna que priva o território pobre de um Executivo em meio à pandemia do coronavírus.

A moção de censura foi apresentada pelo partido minoritário da coalizão governamental liderada pelo primeiro-ministro, Albin Kurti, líder do partido nacionalista de esquerda Vetevendosje, que chegou ao poder com a promessa de pôr fim ao domínio das elites, acusadas de corrupção.

Depois de 12 horas de debate, a moção de censura apresentada pela LDK, de centro-direita, obteve 82 de 120 votos.

Há dias, muitos moradores da antiga província sérvia, onde os serviços de saúde carecem de recursos, realizam panelaços nos terraços para protestar contra a crise política.

Na abertura da sessão, um manifestante desafiou o toque de recolher decretado devido ao novo coronavírus para estender um cartaz em frente ao Parlamento, que dizia: "A pandemia mais perigosa para o Kosovo é a política. Vocês são uma vergonha!"

O primeiro-ministro e seus partidários dizem ser vítimas das manobras do presidente Hashim Thaci, ex-guerrilheiro e figura central da política kosovar desde a guerra de independência de 1998-99.

Os veteranos da independência do PDK foram derrotados nas eleições legislativas de outubro, mas o mandato de seu líder, o presidente Thaci, dura até 2021.

Albin Kurti acusou o presidente de ter orquestrado a crise política para concluir um projeto, apoiado pelos Estados Unidos, para o intercâmbio de território com a Sérvia.

Segundo a imprensa local, este projeto representaria uma modificação das fronteiras entre Kosovo e Sérvia, que nunca reconheceu a independência de sua antiga província, proclamada em 2008.

Albin Kurti se opõe categoricamente a esta possibilidade, assim como rejeita se submeter à intensa pressão de Washington para suspender completamente as taxas de 100% impostas aos produtos sérvios, o principal obstáculo para a retomada do diálogo com Belgrado.

São desconhecidas as consequências da moção de censura que fez cair um governo formado em fevereiro, após meses de negociações.

Segundo a Constituição, o presidente poderia dar a Albin Kurti ou a um representante da LDK um novo mandato para formar governo ou dissolver o Parlamento, o que levaria a eleições antecipadas.

A LDK optou pela moção de censura para protestar contra a destituição de um de seus ministros por parte de Albin Kurti.

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    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A resposta imediata ao novo pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na cobertura externa, havia sido de cansaço, até constrangimento, com o brasileiro e sua mesmice retórica. Do Wall Street Journal ao chinês Caixin, o jornalismo financeiro global nem sequer noticiou. "De novo", registraram os títulos das agências, reproduzidas pela maioria dos veículos. O New York Times, quando apareceu afinal com um texto próprio, evitou o nome de Bolsonaro nos enunciados e só foi mencioná-lo no segundo parágrafo. Com a entrada das revistas, começou o sarcasmo. O título na inglesa The Economist, em sua edição impressa, foi "BolsoNero", dizendo que o presidente "brinca" enquanto a pandemia avança sem controle no Brasil. Na alemã Der Spiegel, o enunciado foi "O último negacionista", mostrando que, da chanceler Angela Merkel ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, todos passaram a defender o isolamento social, com exceção do brasileiro. As comparações com Donald Trump começaram a se perder, em parte porque este se conteve e, por exemplo, adotou distanciamento físico em entrevistas --e vem evitando a expressão "vírus chinês", de fato, como havia anunciado à Fox News. Ainda assim, destacando que o brasileiro segue tentando "canalizar Trump", o Washington Post também embarcou na ironia, com este primeiro parágrafo: "Ele falou que o auto-isolamento era 'confinamento em massa'. Chamou o novo coronavírus de 'gripezinha'. Perguntou 'por que fechar as escolas' se só pessoas com mais de 60 estão sob risco. Este é Jair Bolsonaro, líder do maior país da América Latina." Ele se diferencia pelo discurso repetitivo e desbragado, mais para o radialista americano Rush Limbaugh, como apontou Tim Wu, professor da Universidade Columbia, de Nova York --que considera o brasileiro "pior que Trump". A atenção, sobretudo nos tabloides pelo mundo, se volta agora à perda de poder efetivo do governo brasileiro, nem tanto para os governadores estaduais, ao menos até o momento no noticiário, e mais para o crime organizado. Vale tanto para o New York Post como para o também sensacionalista Global Times de Pequim e para a plataforma de notícias Baijiabao, do Baidu, o gigante chinês de buscas, com enunciados como "Lei da selva". Os cartazes com o "toque de recolher" nas favelas, por parte do Comando Vermelho e até do Bonde dos Malucos, se espalham pelo mundo.

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    Doria insinua que Bolsonaro pode ser fiador de mortes por autorizar campanha

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez nesta sexta-feira (27) duros ataques ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e insinuou que ele pode ser responsabilizado por mortes causadas pelo coronavírus após fazer campanha que incentiva população a romper o isolamento. "Cabe perguntar: quem será o fiador das mortes? Aquele que autorizou essa campanha? Aquele que idealizou a campanha? Aquele defende uma campanha para as pessoas irem às ruas? Aquele que foi às ruas quando a orientação já era se resguarde? Aquele que identifica a mais grave crise de saúde da história da humanidade como uma gripezinha? Quem será o fiador das mortes no Brasil?", disse Doria. O prefeito Bruno Covas (PSDB) seguiu na mesma linha e fez menção a afirmação do presidente de que governadores e prefeitos poderiam ser responsabilizado pelo fechamento de estabelecimentos, citando artigo da CLT. "Embora a gente veja muitos políticos preocupados com artigo da CLT que trata de responsabilização, nossa preocupação aqui é com o artigo 121 do código penal, de não ser responsabilizado por nenhum homicídio" Em um evento no hospital de campanha do estádio do Pacaembu, Doria e Covas tiveram discurso afinado condenando a campanha do governo incentivando a população a não parar durante a crise do coronavírus, classificada como desinformação e irresponsável. Durante o evento, um pequeno grupo xingava Doria e protestava pela abertura do comércio. Doria, que fez um boletim de ocorrência por ameaça, afirmou que ter recebido centenas de mensagens no WhatsApp e telefonemas, com ataques que, segundo ele, foram coordenados pelo chamado "gabinete do ódio". Segundo ele, houve ameaças de invasões à casa dele. O tucano afirmou estar monitorando todos os telefonemas e mensagens. "Aproveitar para dizer também para bolsominions, bolsonaristas, ameaçadores, agressores como esses que estão aí fora gritando, que eu não tenho medo de cara feia. Não tenho medo de bolsominions, zero um, zero dois, zero três, zero quatro. Não tenho medo de Bolsonaro", disse. Doria atacou fortemente a campanha do presidente. "Mais de 50 países estão em quarentena. O mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro?", disse Doria. Na peça bolsonarista, categorias como a dos autônomos e mesmo a dos profissionais da saúde são mostradas como desejosas de voltar ao regime normal de trabalho. "O Brasil não pode parar", encerra cada trecho do vídeo, inclusive para os "brasileiros contaminados pelo coronavírus". O governador afirmou que os R$ 4,8 milhões gastos na campanha deveriam ser gastos no combate ao coronavírus, como comprando insumos médicos. "O Brasil pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns", disse Doria. Durante o evento no Pacaembu, Doria também afirmou que repassaria R$ 50 milhões para a prefeitura custear os hospitais de campanha. A coletiva foi dada no estádio do Pacaembu, que foi preparado para virar um hospital de campanha, com 200 leitos, voltados a atender pacientes com coronavírus. O local será administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Além deste hospital de campanha, haverá outro com mais 1.800 vagas no complexo do Anhembi. ​Durante a vistoria de Covas e Doria no local, houve grande aglomeração de jornalistas em área fechada, gerando apreensão entre os profissionais. Apesar das medidas restritivas no estado, Doria tem feito coletivas diárias, com presença de jornalistas. Há a opção, porém, de opção de fazer perguntas online.

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