Governo monta estratégia para reduzir juros para o consumidor

Para reduzir juros de cheque especial, Banco Central estuda cobrança de taxa mensal para garantir acesso a limite emergencial

BRASÍLIA, SÃO PAULO E RIO - O governo montou uma estratégia para tentar reduzir juros cobrados de consumidores e empresas. O Banco Central vai anunciar nos próximos dias uma mudança na taxa do cheque especial.

O passo seguinte seria o corte nas taxas do rotativo do cartão de crédito. Há orientação clara do governo para que bancos públicos saiam na frente e reduzam a cobrança. Na segunda-feira, a Caixa Econômica Federal reduziu as taxas mínimas de juros do cheque especial de 8,99% para 4,99% ao mês. O cheque especial é uma das linhas de crédito mais caras no mercado. Segundo fontes, o Banco do Brasil deve seguir o mesmo caminho.

Na proposta a ser apresentada pelo BC, os bancos poderiam cobrar uma tarifa mensal dos clientes que quiserem ter acesso a um limite emergencial. Quem precisar usar o limite, no entanto, pagaria uma taxa menor que a atual, na faixa de 12% ao mês ou 307% ao ano. Está em estudo ainda fixar uma tarifa diferenciada que vai variar de acordo com o montante do saldo negativo do cliente.

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