Governo não deveria ter interrompido auxílio emergencial, diz Mourão

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que o auxílio emergencial não deveria ter sido interrompido no fim do ano passado. Mourão disse que o governo deveria ter entendido que a pandemia da Covid-19 "não iria terminar em 31 de dezembro" e que manutenção dos pagamentos seria importante.

A declaração foi feita em entrevista à Rádio Gaúcha, quando o vice-presidente foi questionado sobre erros do governo federal durante a pandemia. Mourão citou primeiro falhas na comunicação, como já havia dito, e depois acrescentou a manutenção do auxílio e de linhas de créditos.

— E, ao mesmo tempo, a curva da economia, a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado, tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, não iria terminar em 31 de dezembro do ano passado, para que a gente conseguisse manter essas duas curvas numa situação mais favorável possível.

No ano passado, foram pagas nove parcelas do auxílio emergencial, entre abril e dezembro, sendo cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300. Após três meses de suspensão, o programa voltou a ser pago neste mês.