Governo não prevê aumento de metas de produtividade para PM e Polícia Civil no primeiro semestre de 2022

O governo do estado não prevê aumentar as metas de indicadores de criminalidade para Polícia Civil e Polícia Militar no primeiro semestre de 2022. A manutenção, em média, dos índices a serem atingidos por cada área deve aumentar o número de servidores das forças que têm direito a receber a gratificação por produtividade, acentuando comprometimento dos cofres do Estado do Rio.

Os valores do segundo semestre de 2019 e dos dois semestres de 2020 foram pagos aos servidores nesta quarta-feira (dia 15). Ao todo, 5.024 policiais civis e 25.213 policiais militares foram contemplados com mais de R$ 59 milhões em premiação.

A definição pela estabilidade dos quatro indicadores analisados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) — Letalidade violenta, Roubo de veículo, Roubo de Rua e Roubo de carga — teria ocorrido por causa do impacto da pandemia da Covid-19 nos números do primeiro semestre de 2021, segundo o órgão.

Para o especialista em segurança pública Robson Rodrigues, no entanto, a manutenção dos índices registrados no primeiro semestre de 2021 para o mesmo período, em 2022, traz certo ineditismo. Ele acredita que, apesar do fator pandêmico, o número de unidades a atingirem a meta prevista para cada área deve aumentar.

A maior preocupação, de acordo com Rodrigues, é com os indicadores de mortes provocadas por agentes do Estado, que, junto com os números de Homicídio doloso, compõem a maior parte das ocorrências em Letalidade violenta. A manutenção, em média, dos números de 2021, no seu entendimento, poderia dar um entendimento aos policiais de que o índice não precisaria se tornar uma preocupação para metas de produtividade.

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