Governo não adotará horário de verão; ministro diz que medida não economiza energia elétrica

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O ministério de Minas e Energia, lança, com a presença do ministro Bento Albuquerque, o REATE 2020, Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres.
O ministério de Minas e Energia, lança, com a presença do ministro Bento Albuquerque, o REATE 2020, Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres.
  • Ministro Bento Albuquerque disse que a medida não garante economia de energia;

  • Pesquisa mostrou que mais da metade dos brasileiros é a favor da volta do horário de verão;

  • Comércio vê no programa uma maneira de melhorar os negócios com uma hora a mais de claridade durante o dia.

O Ministério de Minas e Energia anunciou que não haverá a retomada do horário de verão, programa extinto em 2019 por Jair Bolsonaro (sem partido). O ministro Bento Albuquerque justificou que a medida não traz benefícios para a economia de energia elétrica. 

"O horário de verão não se faz necessário no que diz respeito à economia de energia", disse o ministro, em entrevista após inauguração de térmica em São João da Barra (RJ), a 320 quilômetros do Rio de Janeiro. O Brasil vive uma das maiores crises de fornecimento de energia elétrica hoje. Um dos principais motivos é crise hídrica, ou seja, a falta de água nos reservatórios para gerar energia elétrica. Mas outros fatores contribuem para a crise energética, como falta de gerenciamento do sistema.

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O governo vinha recebendo pressões de setores da economia pela retomada do horário de verão como medida para aliviar a pressão sobre os reservatórios das hidrelétricas durante o pior período da crise hídrica, enquanto as chuvas de verão não chegam. O comércio também vê no programa uma maneira de melhorar os negócios com uma hora a mais de claridade durante o dia.

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Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostrou que mais da metade dos brasileiros é a favor da volta do horário de verão: segundo o instituto, 55% apoiam a iniciativa, que é rejeitada por 38%. Os demais são indiferentes ou não souberam responder.

Diante da crise hídrica, o governo chegou a pedir ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) novos estudos sobre a eficácia do programa, que concluiu que o retorno do programa não traria impactos no enfrentamento da crise energética.

Os resultados do estudo são semelhantes àqueles que justificaram o fim do horário de verão: com a popularização dos aparelhos de ar condicionado, o pico do consumo foi deslocado para o início da tarde, quando faz mais calor.

Por isso, não há mais grande economia em retardar o pôr-do-sol. Antes da mudança do perfil de consumo residencial, o pico ocorria no início da noite, quando empresas e indústrias ainda funcionavam e mais pessoas estavam em casa utilizando eletrodomésticos.

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