Governo do Pará anuncia lockdown em Belém a partir de segunda

NICOLA PAMPLONA
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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF: Governador do estado do Pará, Hélder Barbalho (MDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF: Governador do estado do Pará, Hélder Barbalho (MDB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) anunciou neste sábado (13) que a região metropolitana de Belém entrará em lockdown de sete dias a partir desta segunda (15). Durante esse período, só será permitido o funcionamento de atividades essenciais nos cinco municípios afetados.

"Se não tomarmos medidas mais duras, corremos sim o risco de colapsar o sistema de saúde e não há algo mais entristecedor do que ver um irmão ou uma irmã paraense querendo um leito, querendo a oportunidade de lutar pela vida e não conseguir", disse Barbalho, em pronunciamento neste sábado.

Durante o lockdown, apenas uma pessoa de cada família poderá ser atendida nos estabelecimentos comerciais. O campeonato paraense de futebol será suspenso e cirurgias eletivas na Grande Belém serão adiadas até o fim de março, com o objetivo de reservar leitos para pacientes de Covid-19.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede estadual chegou a 83% neste sábado. Segundo dados atualizados pelo governo neste sábado, o estado acumula 9.329 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Ao todo, 382.872 casos foram confirmados.

O ritmo de contaminação se acelerou após as festas de fim de ano, saindo de uma média móvel em torno de 800 casos confirmados por dia antes do natal até bater 1.634 no fim de janeiro. Neste sábado, foram 1.404.

Com a explosão de casos de Covid-19, prefeituras e governos estaduais por todo o país têm ampliado as restrições à circulação de pessoas.

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostra que a segunda fase da pandemia da Covid que o Brasil vive é mais letal que a primeira em 40% das grandes cidades do Brasil. Em 50 desses maiores municípios (15% do total), houve uma explosão de óbitos: o pico de agora é pelo menos 80% maior que o do ano passado.

Os recordes negativos começaram a ser batidos em dezembro e se estendem até agora. Jaú (SP), Chapecó (SC) e Santa Cruz do Sul (RS) foram os locais com as pioras mais graves, em que o pico atual de mortes foi até 11 vezes maior que o do ano passado.