Governo do Peru fará buscas por desaparecidos na Amazônia, diz ONG

O embaixador do Peru no Brasil pediu às autoridades peruanas que cooperem com as investigações que buscam localizar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos desde domingo no rio Itaquaí, perto de Atalaia do Norte, no Amazonas.

Segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), organização para a qual Pereira prestava consultoria, o embaixador Rómulo Acurio respondeu em poucas horas um e-mail da organização indigenista manifestando “sua inquietação com o desaparecimento” e expressando “interesse no acompanhamento dos fatos divulgados pela mídia nacional e internacional”. Ele disse ter transmitido imediatamente a solicitação de buscas às autoridades peruanas.

Desdobramento: Procuradores deixam defesa de suspeito de envolvimento no desaparecimento de indigenista e jornalista inglês

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Perto da Terra Indígena Vale do Javari, a região onde Pereira e Phillips desapareceram fica na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A região é rota do narcotráfico internacional. Produzida na região do vale dos rios Apurímac, Ene e Mantaro, no Peru, a cocaína é transportada por meio de rios amazônicos, como o Javari, até Manaus.

“Esta solicitação foi realizada em função da atuação transnacional dos agentes criminosos potencialmente envolvidos nas circunstâncias do desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips”, declarou a Univaja, em nota.

Material orgânico

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Polícia Federal informou que as equipes de busca localizaram material orgânico aparentemente humano no rio Itaquaí, perto da região portuária de Atalaia do Norte. O material foi encaminhado para análise pericial pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF.

Os peritos federais também realizarão perícia nas amostras de sangue encontradas na embarcação de Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, conhecido como "Pelado", que teve prisão temporária decretada nesta quinta-feira

Segundo a PF, policiais coletaram materiais genéticos de Phillips em Salvador e do indigenista Pereira em Recife. Os materiais serão comparados com o sangue encontrado na embarcação de Oliveira.

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